Pra sua bicicleta dar no couro
Tudo começou porque ele queria acessórios de couro para suas bicicletas (uma Renovo com quadro de madeira e uma velha Bianchi), mas não encontrava.
Geoffrey Franklin, da WalnutStudiolo, diz: “Nestes acessórios de couro para bicicleta, expresso meu amor por um bom design, conceitos arquitetônicos e uso de materiais naturais no meu modo de transporte preferido: andar de bicicleta. Meu objetivo é fazer acessórios para bicicletas, com alta qualidade, beleza, durabilidade e, acima de tudo funcionalidade”.
Pelas fotos, julgue você mesmo se o objetivo foi atingindo ou não:
e a ideia mais genial de todas:
uma incrível “alça de quadro” para transportar a bicicleta no ombro, escada acima ou atravessando o rio!!
Uma foto do acessório em ação:
Clique nas fotos para ir direto à página Etsy onde os produtos estão à venda. Os preços variam de 24 a 120 dólares e ainda há parabarros, outras bolsas e correias estilosas. Cada acessório pode ser personalizado e todos são feitos sob encomenda.
Não há dúvida que os acessórios vão dar elegância e exclusividade à bicicleta.
De minha parte, gostaria mesmo de pelo menos testar um selim, uma luva… são mesmo confortáveis?? muito diferentes da borracha?
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12 é o número
Entramos em 2012 e a DeutscheWelle publicou um artigo muito interessante sobre a história e a mística que giram em torno do número 12.
Os 12 meses do ano e os 12 signos do zodíaco. As 12 horas do dia. Os 12 trabalhos de Hércules.12 as estrelas na bandeira da Europa. 12 bicicletas personalizadas por designers famosos. Os 12 nomes do deus-elefantes Ganesha.
As religiões estão repletas do simbolismo do número 12, como se vê nesta página.
Os mistérios da matemática podem explicar um pouco isto. Além de ser o produto do 3 (divindade) com o 4 (terrestre), o número 12 é o superfatorial de 3. Superfatorial é a multiplicação dos fatoriais, então, 1! x 2! x 3! = 1 x 2 x 6 = 12.
Doze também é um dos números sublimes.
Na teoria dos números, um número sublime é um inteiro positivo que tem um número perfeito de divisores positivos (incluindo o próprio), e cuja soma dos divisores positivos é outro número perfeito.
Um número perfeito é um número inteiro para o qual a soma de todos os seus divisores positivos próprios (excluindo ele mesmo) é igual ao próprio número. Por exemplo, o número 6 é um número perfeito, pois: 6=1+2+3
Fazendo as contas, o número 12 tem um número perfeito de divisores positivos (6): 1, 2, 3, 4, 6 e 12, e a soma destes é novamente um número perfeito: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28.
Por estes motivo, 12 é um dos dois números sublimes conhecidos.
O outro tem 76 dígitos decimais:
608655567023837898967037173424316962265783077335188597052832486051279
Nas idades míticas, com muita dificuldade se chegaria a este segundo número. Então o 12 foi, por muitos séculos, de certa forma, um número com qualidades matemáticas únicas. E fez parte do esforço humano para decifrar e comandar esta vida que nos escapa em sentidos e mistérios que nos rodeiam.
De acordo com Jean Chevalier, no seu Dicionário de símbolos [Ed. José Olympio, 12ª ed. 1998], pág. 348:
o doze é o número das divisões espaço-temporais. É o produto dos quatro pontos cardeias pelos três planos do mundo (…) O 12 simboliza o universo no seu curso cíclico espaço-temporal. Doze simboliza também o universo na sua complexidade interna
O mundo com seu ciclo imutável de começo, fim e recomeço. A profecia maia nada mais fez do que despertar os sonhos místicos que a ciência – e a religião cristã, sua madrasta – tentam a todo custo eliminar da alma humana, pelo visto e felizmente, sem sucesso.
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O sapato rasgado
Kumiko desceu correndo as escadas do templo e pegou a bicicleta encostada no muro de pedras.
Antes mesmo de passar das estátuas no portal, o cadarço do sapato enroscou-se no pedal e ela caiu. Mestre Kitô, que estava ali por perto varrendo os degraus, aproximou-se:
- Por que tanta pressa, Kumiko?
- Mestre, o Fim de Ano está chegando e ainda tenho muita coisa importante para fazer. Não consegui terminar todas as tarefas. Não posso perder tempo…
Mestre Kitô abaixou-se, verificou a ferida no joelho e disse:
- Vá procurar Mestre T’aipo para limpar este sangue.
- No começo dos tempos – ele continuou – não havia Primavera, Verão, Outono, Inverno como chamamos agora, mas só o movimento das estrelas e das nuvens no espaço. Desde que os seres humanos observaram o movimento das mudanças, e as diferenciou dando nomes a elas, agora temos as quatro estações em ciclos. Por isto também, existe algo chamado de Ano Novo. Dar nome é colocar marcas, como lanternas pelo caminho. Mas nós, seres humanos, somos também a energia que está se movendo e mudando sem parar. Um poeta escreveu certa vez:
no céu e na terra, acaba de chegar a Primavera,
Mas ela, aqui no meu coração, desconhece o tempo.
Desde o momento em que nós nos amamos,
florescem flores no jardim do meu coração
continuamente.
- Agora levante-se, Kumiko, e primeiro vá costurar seu sapato que está rasgado. Isto prenderá o cadarço, disse Mestre Kitô e voltou a varrer folhas e gravetos.
[pequeno conto de Ano Novo, inspirado neste texto e na figura Manjusri (on a bicycle), da artista japonesa Mayumi Oda]
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Quem é o Papai Noel?
Agora que o Natal passou, posso revelar o segredo: eu fui o Papai Noel!
Não precisei usar roupas vermelhas e barbas postiças. Simplesmente, participei da campanha dos Correios, que foi levada para dentro do BC por uma turma de pessoas dedicadas e altruístas.

imagem copiada do boletim Conexão Real
Quando as cartinhas foram divulgadas, li todas para ver se alguém pedia uma bicicleta. Este é o quarto ano que participo e sempre atendo cartinhas que pedem bicicletas. No ano passado, participei em nome da Associação Transporte Ativo.
Este ano os Correios mudaram a regra, fizeram a campanha por meio de escolas, entre estudantes, por isto pudemos saber o nome e endereço da criança. Mas o melhor foi poder receber a carta original. Vejam só quanta afeição e carinho a Débora colocou nos desenhos, na borda colorida meticulosamente a lápis.
Clique na imagem para ver em tamanho grande, e aqui para ler um trecho em melhor resolução.
Para resguardar a identidade da menina, desfoquei seu sobrenome e o lugar onde mora.
Quando li a carta de uma garota, que estuda numa escola rural, pedindo uma bicicleta, não pensei duas vezes nem medi esforços. A bicicleta é esta:
A LDTV/Equipe de Comunicação do Banco Central fez uma reportagem sobre o acontecido.
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Quais serão as penúrias de gênero que a Débora passa e vai passar por sua vida de mulher? Quais sonhos ela vai poder, por ela mesma, realizar, inserida numa estrutura social tão desigual? A bicicleta representa esta vontade de liberdade e de domar a vida com as próprias forças, ir além?
Ou é apenas um brinquedo luminoso e um meio de chegar mais rápido à escola?
Nunca vamos saber. Mas se o sentimento dela tiver sido indescritível como o que eu senti, então é mágico mesmo. E isto é o suficiente hoje, aqui de cima desta chaminé.
Ho ho ho.
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Árvore do saber
Gosto da época do Natal por causa dos dias chuvosos. E porque é uma época que marca o fim e o recomeço.
Mas pinheirinhos cheios de neve… músicas de harpa… roupas vermelhas de veludo…
Neve?
harpa!!
renas??
A equipe da Biblioteca do Banco Central soube sair da mesmice de uma forma muito criativa. Procurando meios de divulgar a biblioteca, montaram uma “árvore do saber”, uma árvore de Natal feita de livros.
Quer melhor forma de levar o Natal para dentro de uma biblioteca?
Uma árvore de livros! Muito criativa.
Mas não ficaram por aí. Tendo a Ana Maria da Silva à frente, foram além. Lançaram um concurso que daria uma cesta natalina de prêmio a quem acertasse quantos livros tem a árvore.
O concurso foi bem organizado, o cupom do palpite teve produção esmerada
e houve até divulgação no painel eletrônicos dos elevadores no edifício-sede BC
Sabedoria é isto: tendo informação acumulada, aproveitar a oportunidade certa para atingir objetivos, ou criar coisas novas, coisas belas.
Parabéns a todos da Biblioteca do Banco Central pela idéia genial!!
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carros que não matam
Semana passada, ao falar de bicicletas com sensores de aproximação, disse que motoristas serão “tecnologia” extinta no futuro.
Pois não é que nesta semana a BBC publicou uma matéria sobre carros do futuro, em que parte dos estudos vai nesta mesma direção??
Para alguns, a solução para esses problemas seria na verdade deixar que os computadores assumam a direção completamente. Veículos inteiramente inteligentes podem “ver” e se comunicar com outros veículos e com o ambiente.
“Por que não?”, questiona Oliver Carsten, professor de segurança no transporte da Universidade de Leeds e um dos defensores da ideia de direção totalmente automatizada como objetivo final.
Leia a reportagem na íntegra, aqui.
Já vi robôs andando de bicicleta, mas felizmente nada pode subsituir a minha força e o meu controle quando eu pedalo a bicicleta. Ufa.
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o canote do selim
Nesta semana aconteceu uma coisa inusitada. Vindo para o trabalho, o canote do selim quebrou!!
Estava perto do trabalho, coloquei o selim de forma que não caisse (foto abaixo) e completei o caminho pedalando em pé.
O Sergio Tourino, que é engenheiro, explicou:
Outra coisa que ajudou o ocorrido é que o canote fica muito inclinado em relação à vertical, o que gera um momento que provoca maiores esforços no canote e ajuda na quebra.
Fadiga de material é sempre assim, quebra sem aviso… em aço é possível projetar de forma que ele nunca rompa por fadiga (mas claro que pode quebrar por excesso de carga), mas no caso de alumínio ele SEMPRE quebra por fadiga algum dia… por isso que a manutenção de aviões é crítica (já que são feitos basicamente de ligas de alumínio).
Então, fiquem atentos às suas bicicletas com peças de alumínio e façam sempre revisão preventiva.
Por sorte, eu estava devagar, e foi apenas um susto de milésimos de tempo de não saber o que estava acontecendo e sentir o selim instável de repente.
Por sorte, o selim não chegou a cair nem sofri qualquer dano físico.
Mas sofri o dano psicológico e fiquei em crise existencial ao duvidar: será que sou bundão?
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Tecnologias antiquadas
Não tenho luzes na minha bicicleta urbana.
Comprei um farol quando fiz minha primeira cicloviagem. Mais por precaução do que por ter programado pedalar à noite. Usamos apenas uma vez, no primeiro dia, quando meu irmão derrapou nas pedras e feriu, de leve, a perna. O farol serviu como lanterna.
Na segunda viagem, na Rota da Maria Fumaça, precisei usar o farol pra valer. Foi uma decepção! A coisa iluminava poucos centímentros à frente do pneu da bicicleta. A noite completamente sem lua, num trecho repleto de caminhos e veredas, apenas o GPS nos salvou – e o latido dos cães nos indicando a proximidade das fazendas. Hoje o farol está guardado na gaveta. Inútil, quando precisei dele – além de usar 4 pilhas. Quatro!!
A primeira luz traseira, destas que piscam vermelho, caiu no chão quando desci o meio-fio e se espatifou toda - estes produtos sem qualidade made in…! A segunda luz gastou a pilha em poucos dias. Comprei pilhas palito recarregáveis. Era um tal de usar e recarregar que foi me dando preguiça, preguiça, até que me encheu o saco. Também está na… nem sei onde está aquela luz pisca-posca!
Mas ao ver este conjunto Blackburn no blog bikecommuters, até que deu vontade de instalar na minha bicicleta. Sim, sobretudo pelo método como as luzes podem ser recarregadas: numa porta USB ou por um mini painel solar solar!!
Este é o farol:

e esta a luz pisca-pisca:

(no saite só tem esta foto pequena mostrando a conexão na USB).
É obviamente um contrasenso ecológico ter que usar pilhas e mais pilhas para alimentar estas luzinhas. Sinceramente? Pegaram o caminho mais fácil e que retroalimenta a sociedade de consumo. Ter que comprar pilhas sempre!! se, ao pedalar, eu gero energia suficiente para várias luzinhas.
Além do tradicional dínamo, o que melhor seria do que paineis solares, que podem carregar baterias enquanto pedalo no sol ardente?
Ainda vai chegar o futuro, quando toda a bicicleta será coberta de finas placas voltaicas solares. Toda a roda será um dínamo, a energia será gerada pelo giro do aro junto a magnetos nos garfos. Pequenos cataventos ultraeficientes para gerar energia pelo vento que passa no guidão, na bicicleta toda, nos cabelos!
Mini usinas por momento angular, energia gerada por rotação, melhor conservação do trabalho dos pedais e pernas, a bicicleta tem mil e um caminhos para gerar a energia que ela própria precisa. Não, não falo das “bicicletas” elétricas, com suas baterias pesadas e caras – e fajutas, se forem de origem bric! Falo de energia elétrica para luzes traseiras e dianteiras na bicicleta, sineta, computadores de bordo, e aparelhos diversos, como celulares, GPS, câmeras fotográficas e diversos sensores. No futuro, haverá uma rede wifi, os carros serão finalmente reconhecidos como muito perigosos e terão diversos mecanismos para evitar acidentes hoje evitáveis se motoristas não fossem tão lesos. Sensores na bicicleta vão avisar os carros da proximidade de um bicicletista e a velocidade do automóvel será automaticamente diminuida, queira o motorista ou não. Melhor! caso o motorista insista, o alarme irritante do carro dispara dentro da cabine - bi bi bi bi bi bi bi - para acordar o motorista do torpor e do tédio que é dirigir. Em vez de o motorista buzinar, ele será buzinado!
Motoristas atropelam e matam porque outros valores são colocados acima da vida. Por trás de toda tecnologia, há uma moral e uma ética. Acredita-se que pessoas sejam capazes de governar máquinas muito mais fortes e rápidas do que elas. Mas não são. Muitas vezes os carros são usados como meio para expressar o que há de mais vil na natureza humana. A própria tecnologia deve dominar a tecnologia. Mais do que supostas habilidades, valeriam as 3 leis da robótica.
Porém ainda estamos na época de tecnologias obsoletas como pilhas e motoristas.
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A maior loja de bicicleta do mundo
É a Stadler: http://www.zweirad-stadler.com/index.html
Fica em Berlim. O nome completo, em alemão, Zweirad Stadler, diz que é uma loja de “duas rodas”. Ou seja, também vendem motos e pedelecs. Se esta parte motorizada não me agrada, para compensar a loja vende triciclos e quadriciclos muito especiais.
O espaço é tão grande que as pessoas testam as bicicletas ali mesmo, pedalando dentro da loja!!
Chega de papo e vamos às fotos, tiradas e enviadas por meu amigo Márcio Contreiras, que lá esteve pessoalmente:
Clique nesta última foto para vê-la em tamanho grande.
Uma das propagandas da Stadler diz que eles têm mais de 60.000 itens…
E eu, aqui, não encontro um paralama… Verdammt noch mal!
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Arquitetura de bibliotecas
Algumas semanas atrás, a DeutscheWelle publicou uma galeria de fotos mostrando variadas e inusitadas arquiteturas de bibliotecas.
As galerias de fotos ficam na página inicial da DW por um certo tempo. Depois, é possível rever as galerias pelo menu à direita. Mas os links surgem em rodízio, e a galeria de bibliotecas aparece raramente. Semana passada o linque reapareceu, eu pude gravá-lo, de onde copiei algumas fotos e legendas:

Santa Genoveva em Paris (1850) foi o primeiro edifício construído para ser uma biblioteca, finalidade que tem até hoje. Quebrando as convenções da época, que escondiam a estrutura metálica dos grandes edifícios, o arquiteto Henri Labrouste usou em seu interior colunas e abóbadas de ferro fundido. Os detalhes do teto não só são visíveis, como dominam a estética do espaço.

O Rolex Learning Center, em Lausanne, projeto dos arquitetos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, é uma obra-prima da arquitetura contemporânea. Os espaços sinuosos criam ambientes amplos e acolhedores, proporcionando um local ideal de encontro e troca de informações para os estudantes das diversas faculdades.

Segundo a ideia dos arquitetos, as curvas no interior do Centro de Informação, Comunicação e Mídia da Universidade Técnica de Cottbus dão a sensação de abertura do edifício em todas as direções. As cores fortes acentuam as estruturas dinâmicas e móveis. Esta biblioteca tem muito pouco em comum com as escuras salas de leitura dos antigos mosteiros.

Com a chegada das publicações em formato digital, muitos pensaram que as bibliotecas perderiam importância. Entretanto, a maioria dos novos e imponentes edifícios projetados por arquitetos contemporâneos famosos demonstram exatamente o contrário. A biblioteca Öchslin em Einsiedeln foi projetada pelo renomado arquiteto suíço Mario Botta.
Veja aqui a galeria completa, com 9 fotos.
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