Pra que serve a arte e a ciência?

edição especial sobre os gênios da fisica

A frase em latim é parte deste verso de Juvenal, em Satiras (VIII, 79-84):
Summum crede nefas animan praeferre pudori et propter vitam vivendi perdere causas
Tradução aproximada: Considera como maior infâmia preferir a vida à honra e, para salvar a vida, perder as razões de viver.

Categoriasarte, citações, livros

Pinarello, Campagnolo, Bianchi…

Um folheto de divulgação. Apesar da montagem meio forçada com o fundo da Catedral e a Torre de Pisa, gostei da foto em sépia e da cestinha estilo Armani :-)

Quantos caminhos a mais você pode conhecer se andar de bicicleta?

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morte e vida na estrada

No último verão, a Austrália passou por uma onda de calor e queimadas.
Um grupo de ciclistas vê alguém pedindo ajuda na estrada.

coalas no calor da Australia

Veja mais sobre os coalas no calor:  http://snuzzy.com/koalas/

Se fossem motoristas, o que aconteceria com os bichinhos?? Isto.
Voltando das férias de janeiro, pela BR040, BH-Brasília, vi mais de 10 animais mortos, num único dia. Tinha mico, quati, aves. Sem falar dos cães. Que dificuldade há em frear ou desviar?? A crueldade, matar e fazer sofrer por prazer, faz parte da soberba humana, de se julgarem “filhos de deus”. O carro potencializa isto. Uma gaiola de aço e vidro que dá ilusão de distanciamento e “superioridade”.
Quando viajo de bicicleta, ao ver um bicho, páro e aprecio. Se der tempo, tiro fotos. Sou um animal como os outros, não um andróide de 4 rodas :-(

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Virada do tempo

Mais um da série relógios feitos com peças de bicicleta. O detalhe deste modelo é ser de mesa e possuir pêndulo, cuja haste são correntes!

Gosto do conceito de reciclagem. Reciclar coisas, pessoas, pensamentos.
O tempo recicla. Cada minuto é uma virada de ano.

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O silêncio das paredes

31/12/2009 1 comentário

A solidão mergulha-me numa terrível angústia, a solidão, em casa, junto ao fogo, à noite. Tenho a impressão de que estou sozinho no mundo, terrivelmente só, cercado de perigos vagos, de coisas misteriosas e amedrontadoras; e a parede que me separa do vizinho, do vizinho que não conheço, distancia-me dele tanto como das estrelas divisadas da minha janela. Acomete-me uma espécie de febre de ansiedade e temor; e o silencio das paredes apavora-me. É tão profundo e tão desalentador o silêncio do quarto em que vivemos solitários! Não nos envolve, apenas, o silêncio da alma; e, se um móvel estala, até o coração estremece, pois não esperamos ouvir nenhum rumor naquela melancólica morada.

Quantas vezes, enervado, amedrontado pela imobilidade e pelo silêncio, pus-me a falar, a pronunciar palavras sem nexo, sem continuidade, sem objetivo, somente para fazer ruído! E a minha voz me parecia tão estranha que também me causava medo. Existirá algo mais terrível do que falar sozinho numa casa deserta? A voz parece pertencer a outrem, uma voz desconhecida, falando à toa, para ninguém, no vácuo, sem um só ouvido para escutá-la, pois já sabemos, antes que se percam na solidão da casa, quais as palavras que vão sair da nossa boca. E quando ressoam lugubremente no silêncio, dão-nos a impressão de comporem apenas um eco, o estranho eco das palavras articuladas em surdina pelo pensamento.

Trecho do conto A confissão, de Guy de Maupassant. A primeira frase do segundo parágrafo não é o retrato fiel da blogosfera, da imprensa e do mundo moderno? Palavras gastas para espantar o medo da solidão.

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Quem é aquele Menino, hoje?

Acabo de ler na Deutsche Welle, artigo sobre a tentativa dos nazistas de corromper o Natal e seus significados.
Coincidência!
Que exposições os centros de documentação do futuro farão sobre isto que o capitalismo faz hoje com o Natal??

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Categoriasbiblioteca

O verdadeiro espírito de Natal

24/12/2009 2 comentários

recebi por email no ano passado...

PS.: não sei quem fez o cartão e escreveu a mensagem. Recebi por email no ano passado e guardei entre os “meus favoritos”.

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Poema

22/12/2009 2 comentários

Natal
Lucian Blaga (Poeta romeno)

A noite se instalou na cidade, sem aviso,
E de novo cai neve sob horas cinzentas.
Nos beirais da catedral, medievos
fantasmas da floresta enlanguescem.

O ressoar do sino a marcar as horas acorda um morcego
do longo sono em que havia se recolhido.
A cinza de anjos consumidos nos céus
cai em flocos de neve sobre nossos ombros, sobre as casas.

(trad. italo 16/05/2007/)

ANNO DOMINI

Night has entered the town, unheralded,
and snow falls again under grey hours.
On the cathedral eaves, medieval
ghosts of the woodland languish.

The clock’s tolling stirs a bat
from the long sleep in which it had settled.
The ash of angels burnt in heaven
falls in snowflakes on our shoulders, on the houses.

Lucian Blaga (1895-1961)
(translated from the rumanian by Peter Jay & Virgil Nemoianu)

  • enviado pela Suely, na Cultnet
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  • Categoriaspoesia

    Aquecimento global

    neve cobre bicicletas na onda de frio que sopra na Europa
    foto: Michael Dalder/Reuters

    Em Munique, Alemanha, na onda de nevascas que cobre a Europa.
    O clima está louco, ou somos nós?

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    Missa de Natal

    Terminei de ler o livro de contos do Guy de Maupassant. Excelente!
    Trecho do conto Uma consoada:

    Naquele dia fizera um frio de gelar. A noite caíra. Dispúnhamo-nos a sentar-nos à mesa, diante de um belo fogo do grande fogão, no qual assava um lombo de lebre, ladeado por duas perdizes que rescendiam deliciosamente.
    Meu primo levantou a cabeça:
    — Não sentiremos calor quando nos deitarmos, observou ele.
    Repliquei, indiferente:
    — É verdade, mas haverá patos na lagoa, amanhã cedo.
    A criada, que colocava nossos pratos numa das extremidades da mesa, e os dos empregados na outra, indagou:
    — Os senhores sabem que estamos na noite do Natal?
    Absolutamente não sabíamos, pois quase não consultávamos o calendário. Meu companheiro observou:
    — Então vai haver missa à meia-noite, hoje. Foi por isso que o sino tocou o dia todo!
    [...]

    Através da porta aberta da igreja divisava-se o coro, iluminado. Uma guirlanda de velas de um vintém circundava a nave; e, no chão, numa capela, a direita, um grande Menino Jesus deitado sobre palha verdadeira, exibia por entre galhos de pinheiro, a sua nudez rósea e artificial.
    A cerimônia começava. Os camponeses de cabeça baixa, as mulheres ajoelhadas, rezavam. Aquela gente simples, que se levantara no meio da noite fria, fitava, enternecida, a imagem toscamente pintada, e juntava as mãos, ingenuamente impressionada pelo humilde esplendor daquela exibição pueril.

    se quiser ler o conto na íntegra, deixe um comentário.
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