12 é o número
Entramos em 2012 e a DeutscheWelle publicou um artigo muito interessante sobre a história e a mística que giram em torno do número 12.
Os 12 meses do ano e os 12 signos do zodíaco. As 12 horas do dia. Os 12 trabalhos de Hércules.12 as estrelas na bandeira da Europa. 12 bicicletas personalizadas por designers famosos. Os 12 nomes do deus-elefantes Ganesha.
As religiões estão repletas do simbolismo do número 12, como se vê nesta página.
Os mistérios da matemática podem explicar um pouco isto. Além de ser o produto do 3 (divindade) com o 4 (terrestre), o número 12 é o superfatorial de 3. Superfatorial é a multiplicação dos fatoriais, então, 1! x 2! x 3! = 1 x 2 x 6 = 12.
Doze também é um dos números sublimes.
Na teoria dos números, um número sublime é um inteiro positivo que tem um número perfeito de divisores positivos (incluindo o próprio), e cuja soma dos divisores positivos é outro número perfeito.
Um número perfeito é um número inteiro para o qual a soma de todos os seus divisores positivos próprios (excluindo ele mesmo) é igual ao próprio número. Por exemplo, o número 6 é um número perfeito, pois: 6=1+2+3
Fazendo as contas, o número 12 tem um número perfeito de divisores positivos (6): 1, 2, 3, 4, 6 e 12, e a soma destes é novamente um número perfeito: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28.
Por estes motivo, 12 é um dos dois números sublimes conhecidos.
O outro tem 76 dígitos decimais:
608655567023837898967037173424316962265783077335188597052832486051279
Nas idades míticas, com muita dificuldade se chegaria a este segundo número. Então o 12 foi, por muitos séculos, de certa forma, um número com qualidades matemáticas únicas. E fez parte do esforço humano para decifrar e comandar esta vida que nos escapa em sentidos e mistérios que nos rodeiam.
De acordo com Jean Chevalier, no seu Dicionário de símbolos [Ed. José Olympio, 12ª ed. 1998], pág. 348:
o doze é o número das divisões espaço-temporais. É o produto dos quatro pontos cardeias pelos três planos do mundo (…) O 12 simboliza o universo no seu curso cíclico espaço-temporal. Doze simboliza também o universo na sua complexidade interna
O mundo com seu ciclo imutável de começo, fim e recomeço. A profecia maia nada mais fez do que despertar os sonhos místicos que a ciência – e a religião cristã, sua madrasta – tentam a todo custo eliminar da alma humana, pelo visto e felizmente, sem sucesso.
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