uma questão de equilíbrio
É permitido embarcar bicicletas no metrô, em Brasília. Mas raramente faço isto, por falta de necessidade. Para onde preciso ir, no dia-a-dia, é mais fácil, rápido, gostoso e econômico ir de bicicleta mesmo.
Mas ontem, depois que o raio quebrou e o pneu furou, tive que usar o metrô de volta pra casa.
Embarcando no último vagão, na minha frente ia outro biciclista. Ele deixou a bicicleta encostada na barra de apoio que desce do teto e foi sentar numa cadeira por ali perto. A bicicleta ficou sozinha, equilibrada. Pensei: quando o trem andar a bicicleta vai cair.
Das poucas vezes que levei a bicicleta no metrô, senti dificuldade justamente nisto: equilibrar a bicicleta e eu, junto, no movimento de vai-e-vem e balanço do trem.
Não caiu. Nem se mexia. Quando olhei para baixo, vi a solução genial daquele biciclista:
a bicicleta foi colocada numa posição tal, com a barra travada entre o quadro e o pedal, que anulou a tendência (inércia) de cair para frente ou para trás! Ali, imóvel, paradinha, num equilíbrio de forças contrárias, só com uma posição certa do pedal!
Estava meio insatisfeito pelo raio quebrado, mas ter entrado no metrô, aprendi uma ótima solução prática. Da próxima vez que embarcar a bicicleta no vagão, vou fazer igual!!
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- hoje, 29 de fevereiro, ano bissexto -





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