Arquivos

Arquivo para a categoria ‘ciência da bicicleta’

uma questão de equilíbrio

29/02/2012 2 comentários

É permitido embarcar bicicletas no metrô, em Brasília. Mas raramente faço isto, por falta de necessidade. Para onde preciso ir, no dia-a-dia, é mais fácil, rápido, gostoso e econômico ir de bicicleta mesmo.

Mas ontem, depois que o raio quebrou e o pneu furou, tive que usar o metrô de volta pra casa.

Embarcando no último vagão, na minha frente ia outro biciclista. Ele deixou a bicicleta encostada na barra de apoio que desce do teto e foi sentar numa cadeira por ali perto. A bicicleta ficou sozinha, equilibrada. Pensei: quando o trem andar a bicicleta vai cair.

Das poucas vezes que levei a bicicleta no metrô, senti dificuldade justamente nisto: equilibrar a bicicleta e eu, junto, no movimento de vai-e-vem e balanço do trem.

Não caiu. Nem se mexia. Quando olhei para baixo, vi a solução genial daquele biciclista:

a bicicleta foi colocada numa posição tal, com a barra travada entre o quadro e o pedal, que anulou a tendência (inércia) de cair para frente ou para trás! Ali, imóvel, paradinha, num equilíbrio de forças contrárias, só com uma posição certa do pedal!

Estava meio insatisfeito pelo raio quebrado, mas ter entrado no metrô, aprendi uma ótima solução prática. Da próxima vez que embarcar a bicicleta no vagão, vou fazer igual!!

[.]

- hoje, 29 de fevereiro, ano bissexto -

carros que não matam

Semana passada, ao falar de bicicletas com sensores de aproximação, disse que motoristas serão “tecnologia” extinta no futuro.

Pois não é que nesta semana a BBC publicou uma matéria sobre carros do futuro, em que parte dos estudos vai nesta mesma direção??

Para alguns, a solução para esses problemas seria na verdade deixar que os computadores assumam a direção completamente. Veículos inteiramente inteligentes podem “ver” e se comunicar com outros veículos e com o ambiente.
“Por que não?”, questiona Oliver Carsten, professor de segurança no transporte da Universidade de Leeds e um dos defensores da ideia de direção totalmente automatizada como objetivo final.

Leia a reportagem na íntegra, aqui.

Já vi robôs andando de bicicleta, mas felizmente nada pode subsituir a minha força e o meu controle quando eu pedalo a bicicleta. Ufa.

[.]

o canote do selim

12/12/2011 4 comentários

Nesta semana aconteceu uma coisa inusitada. Vindo para o trabalho, o canote do selim quebrou!!

Estava perto do trabalho, coloquei o selim de forma que não caisse (foto abaixo) e completei o caminho pedalando em pé.

O Sergio Tourino, que é engenheiro, explicou:

Outra coisa que ajudou o ocorrido é que o canote fica muito inclinado em relação à vertical, o que gera um momento que provoca maiores esforços no canote e ajuda na quebra.

Fadiga de material é sempre assim, quebra sem aviso… em aço é possível projetar de forma que ele nunca rompa por fadiga (mas claro que pode quebrar por excesso de carga), mas no caso de alumínio ele SEMPRE quebra por fadiga algum dia… por isso que a manutenção de aviões é crítica (já que são feitos basicamente de ligas de alumínio).

Então, fiquem atentos às suas bicicletas com peças de alumínio e façam sempre revisão preventiva.

Por sorte, eu estava devagar, e foi apenas um susto de milésimos de tempo de não saber o que estava acontecendo e sentir o selim instável de repente.

Por sorte, o selim não chegou a cair nem sofri qualquer dano físico.

Mas sofri o dano psicológico e fiquei em crise existencial ao duvidar: será que sou bundão? :-|

[.]

Tecnologias antiquadas

06/12/2011 2 comentários

Não tenho luzes na minha bicicleta urbana.

Comprei um farol quando fiz minha primeira cicloviagem. Mais por precaução do que por ter programado pedalar à noite. Usamos apenas uma vez, no primeiro dia, quando meu irmão derrapou nas pedras e feriu, de leve, a perna. O farol serviu como lanterna.

Na segunda viagem, na Rota  da Maria Fumaça, precisei usar o farol pra valer. Foi uma decepção! A coisa iluminava poucos centímentros à frente do pneu da bicicleta. A noite completamente sem lua, num trecho repleto de caminhos e veredas, apenas o GPS nos salvou – e o latido dos cães nos indicando a proximidade das fazendas. Hoje o farol está guardado na gaveta. Inútil, quando precisei dele – além de usar 4 pilhas. Quatro!!

A primeira luz traseira, destas que piscam vermelho, caiu no chão quando desci o meio-fio e se espatifou toda - estes produtos sem qualidade made in…! A segunda luz gastou a pilha em poucos dias. Comprei pilhas palito recarregáveis. Era um tal de usar e recarregar que foi me dando preguiça, preguiça, até que me encheu o saco. Também está na… nem sei onde está aquela luz pisca-posca!

Mas ao ver este conjunto Blackburn no blog bikecommuters,  até que deu vontade de instalar na minha bicicleta. Sim, sobretudo pelo método como as luzes podem ser recarregadas: numa porta USB ou por um mini painel solar solar!!
Este é o farol:

e esta a luz pisca-pisca:

 (no saite só tem esta foto pequena mostrando a conexão na USB).

É obviamente um contrasenso ecológico ter que usar pilhas e mais pilhas para alimentar estas luzinhas. Sinceramente? Pegaram o caminho mais fácil e que retroalimenta a sociedade de consumo. Ter que comprar pilhas sempre!! se, ao pedalar, eu gero energia suficiente para várias luzinhas.

Além do tradicional dínamo, o que melhor seria do que paineis solares, que podem carregar baterias enquanto pedalo no sol ardente?

Ainda vai chegar o futuro, quando toda a bicicleta será coberta de finas placas voltaicas solares. Toda a roda será um dínamo, a energia será gerada pelo giro do aro junto a magnetos nos garfos. Pequenos cataventos ultraeficientes para gerar energia pelo vento que passa no guidão, na bicicleta toda, nos cabelos!

Mini usinas por momento angular, energia gerada por rotação, melhor conservação do trabalho dos pedais e pernas, a bicicleta tem mil e um caminhos para gerar a energia que ela própria precisa. Não, não falo das “bicicletas” elétricas, com suas baterias pesadas e caras – e fajutas, se forem de origem bric! Falo de energia elétrica para luzes traseiras e dianteiras na bicicleta, sineta, computadores de bordo, e aparelhos diversos, como celulares, GPS, câmeras fotográficas e diversos sensores. No futuro, haverá uma rede wifi, os carros serão finalmente reconhecidos como muito perigosos e terão diversos mecanismos para evitar acidentes hoje evitáveis se motoristas não fossem tão lesos. Sensores na bicicleta vão avisar os carros da proximidade de um bicicletista e a velocidade do automóvel será automaticamente diminuida, queira o motorista ou não. Melhor! caso o motorista insista, o alarme irritante do carro dispara dentro da cabine - bi bi bi bi bi bi bi - para acordar o motorista do torpor e do tédio que é dirigir. Em vez de o motorista buzinar, ele será buzinado!

Motoristas atropelam e matam porque outros valores são colocados acima da vida. Por trás de toda tecnologia, há uma moral e uma ética. Acredita-se que pessoas sejam capazes de governar máquinas muito mais fortes e rápidas do que elas. Mas não são. Muitas vezes os carros são usados como meio para expressar o que há de mais vil na natureza humana. A própria tecnologia deve dominar a tecnologia.  Mais do que supostas habilidades, valeriam as 3 leis da robótica.

Porém ainda estamos na época de tecnologias obsoletas como pilhas e motoristas. :-(

[.]

Cada barbeiro com seu devido veículo

01/06/2011 4 comentários

Tombei.

Ontem, um tombo bobo.

Precisando ter um veículo mais urbano e confortável, e já que não encontro nenhum modelo de bicicleta neste estilo para comprar, continuo minha saga de modelar a bicicleta que tenho. No final de semana, troquei o guidão da bicicleta, para colocar um mais curvo e elevado, mais ou menos parecido com este:

Só que na hora de subir o meio fio, ontem, calculei mal a força e a roda pegou. Tô sabendo mais física quântica do que física da bicicleta…
Não cheguei a me esparramar no chão, me desequilibrei. Tomei um tropicão, como dizem os catrumanos.

Logo na hora senti o pé esquerdo. Na hora do almoço conferi o estrago: o dedão tá inchadaço e roxo.

dedo machucado

dedo machucado - sola

dedão do pé

Agora tá doendo menos, mas estou mancando, caxingando, mal consigo colocar a frente do pé no chão…

E o guidão (um “genérico” destes feito pela sucata indústria nacional) provou ser muito vagabundo. A bicicleta só tombou no chão e o troço empenou todo, credo! Terei que retornar o guidão original caloi 100…

:-(

[.]

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 35 other followers