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Arquivo para a categoria ‘Tecnologia’

carros que não matam

Semana passada, ao falar de bicicletas com sensores de aproximação, disse que motoristas serão “tecnologia” extinta no futuro.

Pois não é que nesta semana a BBC publicou uma matéria sobre carros do futuro, em que parte dos estudos vai nesta mesma direção??

Para alguns, a solução para esses problemas seria na verdade deixar que os computadores assumam a direção completamente. Veículos inteiramente inteligentes podem “ver” e se comunicar com outros veículos e com o ambiente.
“Por que não?”, questiona Oliver Carsten, professor de segurança no transporte da Universidade de Leeds e um dos defensores da ideia de direção totalmente automatizada como objetivo final.

Leia a reportagem na íntegra, aqui.

Já vi robôs andando de bicicleta, mas felizmente nada pode subsituir a minha força e o meu controle quando eu pedalo a bicicleta. Ufa.

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Tecnologias antiquadas

06/12/2011 2 comentários

Não tenho luzes na minha bicicleta urbana.

Comprei um farol quando fiz minha primeira cicloviagem. Mais por precaução do que por ter programado pedalar à noite. Usamos apenas uma vez, no primeiro dia, quando meu irmão derrapou nas pedras e feriu, de leve, a perna. O farol serviu como lanterna.

Na segunda viagem, na Rota  da Maria Fumaça, precisei usar o farol pra valer. Foi uma decepção! A coisa iluminava poucos centímentros à frente do pneu da bicicleta. A noite completamente sem lua, num trecho repleto de caminhos e veredas, apenas o GPS nos salvou – e o latido dos cães nos indicando a proximidade das fazendas. Hoje o farol está guardado na gaveta. Inútil, quando precisei dele – além de usar 4 pilhas. Quatro!!

A primeira luz traseira, destas que piscam vermelho, caiu no chão quando desci o meio-fio e se espatifou toda - estes produtos sem qualidade made in…! A segunda luz gastou a pilha em poucos dias. Comprei pilhas palito recarregáveis. Era um tal de usar e recarregar que foi me dando preguiça, preguiça, até que me encheu o saco. Também está na… nem sei onde está aquela luz pisca-posca!

Mas ao ver este conjunto Blackburn no blog bikecommuters,  até que deu vontade de instalar na minha bicicleta. Sim, sobretudo pelo método como as luzes podem ser recarregadas: numa porta USB ou por um mini painel solar solar!!
Este é o farol:

e esta a luz pisca-pisca:

 (no saite só tem esta foto pequena mostrando a conexão na USB).

É obviamente um contrasenso ecológico ter que usar pilhas e mais pilhas para alimentar estas luzinhas. Sinceramente? Pegaram o caminho mais fácil e que retroalimenta a sociedade de consumo. Ter que comprar pilhas sempre!! se, ao pedalar, eu gero energia suficiente para várias luzinhas.

Além do tradicional dínamo, o que melhor seria do que paineis solares, que podem carregar baterias enquanto pedalo no sol ardente?

Ainda vai chegar o futuro, quando toda a bicicleta será coberta de finas placas voltaicas solares. Toda a roda será um dínamo, a energia será gerada pelo giro do aro junto a magnetos nos garfos. Pequenos cataventos ultraeficientes para gerar energia pelo vento que passa no guidão, na bicicleta toda, nos cabelos!

Mini usinas por momento angular, energia gerada por rotação, melhor conservação do trabalho dos pedais e pernas, a bicicleta tem mil e um caminhos para gerar a energia que ela própria precisa. Não, não falo das “bicicletas” elétricas, com suas baterias pesadas e caras – e fajutas, se forem de origem bric! Falo de energia elétrica para luzes traseiras e dianteiras na bicicleta, sineta, computadores de bordo, e aparelhos diversos, como celulares, GPS, câmeras fotográficas e diversos sensores. No futuro, haverá uma rede wifi, os carros serão finalmente reconhecidos como muito perigosos e terão diversos mecanismos para evitar acidentes hoje evitáveis se motoristas não fossem tão lesos. Sensores na bicicleta vão avisar os carros da proximidade de um bicicletista e a velocidade do automóvel será automaticamente diminuida, queira o motorista ou não. Melhor! caso o motorista insista, o alarme irritante do carro dispara dentro da cabine - bi bi bi bi bi bi bi - para acordar o motorista do torpor e do tédio que é dirigir. Em vez de o motorista buzinar, ele será buzinado!

Motoristas atropelam e matam porque outros valores são colocados acima da vida. Por trás de toda tecnologia, há uma moral e uma ética. Acredita-se que pessoas sejam capazes de governar máquinas muito mais fortes e rápidas do que elas. Mas não são. Muitas vezes os carros são usados como meio para expressar o que há de mais vil na natureza humana. A própria tecnologia deve dominar a tecnologia.  Mais do que supostas habilidades, valeriam as 3 leis da robótica.

Porém ainda estamos na época de tecnologias obsoletas como pilhas e motoristas. :-(

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Cidade-carrossel

16/08/2011 2 comentários

Uma cidade imaginária, onde não é preciso haver sistema de transporte, uma vez que os bairros ou setores movem-se sozinhos. Feita para andar a pé.

Sem carro, sem trem, sem metrô.

Nos comentários do Youtube, muitas críticas para o consumo de energia que seria necessário. Mas há alternativas. A energia pode vir do sol e o sistema de rolamento pode ser supercondutividade. Ou a rotação pode vir da própria gravidade, com sistemas de contrapesos. Ou derivada da rotação do planeta – a mesma que faz a água escorrer pelo ralo da pia em forma de redemoinho. :-)

No blog Digital Urban, alguém sugeriu o contrário: bairros fixos e anéis rotativos entre eles.

A favor ou contra, a ideia espanta ao prever a robotização das cidades. Uma cidade futurística é comumente vista como uma cidade comum invadida por tecnologia, habitada por robôs ou andróides. A ficção científica fica restrita ao indivíduo.

Mas que tal este outro futuro onde a tecnologia controla não apenas as pessoas, mas também o lugar onde viveremos? Que tal uma cidade inteira robótica?

É provável que a ideia seja adotada antes em colônias espaciais. E nelas, será possível andar de bicicleta, como previu Asimov e a NASA.

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Praça das bicicletas

31/03/2011 2 comentários

Uma foto incrível de uma praça histórica de uma bela cidade repleta de veículos incríveis!!

Clique para ver, siga as instruções e use os controles, semelhantes aos do Google maps, ou brinque com o ponteiro do mouse:

A foto faz parte do saite 360Cities.net, que hospeda fotos de altíssima resolução, panorâmicas e imersivas (esta tecnologia é uma das 17 maravilhas do mundo digital!)

O fotógrafo é Jook Leung – este que está de casaco marrom em primeiro plano.

A Praça Dam fica na capital da Holanda. Nela estão o Palácio Real, uma igreja gótica do século XV, o Museu de cera de Madame Tussaud e outros prédios históricos, além do monumento nacional às vítimas da 2ª Guerra. O nome da praça vem de um dique construído ali em 1270. A palavra dam é dique, ou represa, desde o inglês e o holandês medievais. E Amsterdam, nome da cidade, origina-se do “dique no Rio Amstel”.

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Amazing photo of a historical square of a beautiful city plenty of amazing vehicles!

O absurdo de ser: árvore

21/09/2010 3 comentários

 

ipê rosa em Brasília (DF)

Hoje é o Dia da Árvore.

Para um mundo paranóico com velocidade, deslocamentos, direito de ir e vir, as árvores são um absurdo completo em sua imobilidade.
Ao ver uma árvore em toda sua plenitude, me pergunto: viver é se deslocar?

A tecnologia forjou máquinas que, enfim, conseguiram separar como entidades distintas o caminho a ser percorrido, a força de propulsão e o viajante. Neste sentido, sim, perdeu-se a noção do humano. Com um motor, qualquer distância é possível. Destrói-se o tempo. A velocidade é um desenraizamento da realidade. Tal como uma droga, a velocidade vicia e cria uma sensação de supra-realidade, de descasamento. É disto que se fala a propaganda de carros ao vender liberdade, porque não há limites para o motor. Libertar-se do mundo e da condição humana de ser limitado. A pé eu ando a 6km/h, de bicicleta vou a 15 ou 25 km/h. Mas com motor, posso ir a 20km/h ou a 140km/h e isto faz toda a diferença.

Pois acredita-se que cada nova tecnologia virá para superar as limitações do Ser Humano. A hipermodernidade forja espaços de transiência, de passagem apenas, que não criam significados suficientes para serem entendidos como lugares. Marc Augé criou o termo “non-lieux” para designar estes não-lugares. São locais de passagem, de velocidade. Supermercados, fast-foods e ruas.

Porém, as árvores são elas seu próprio lugar no mundo. Uma árvore é um lugar. Ela cria signos e referenciais. Tudo por ali passa e se identifica.

ipê rosa

ipê-bola rosa

ipê rosa - detalhe

flores-bola do ipê-bola

flores-bola do ipê-bola

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A vagar pelo espaço

Sci-fi

Logo após Apolo 11 e o pouso na lua, parece mesmo que as colônias espaciais entraram na pauta do dia na NASA. Tais colônias tinham dois objetivos básicos: servir de escape a uma superpopulação humana, que já dava seus sinais na década de 1970; e criar uma primeira geração de viajantes espaciais acostumados a ambientes e gravidade artificiais. Dezenas de gerações depois, as “crianças da gravidade zero”, muito distante daqui em naves estelares, conheceriam a Terra apenas por lendas ou fotografias. :-|

De acordo com previsões, no ano 2150 0 número de habitantes nas colônias espaciais seria maior do que na Terra. Nosso planeta estaria preservado como atração turística, uma reserva ambiental e patrimônio histórico dos primórdios da raça humana (confira High Frontier).

De certa forma, as colônias espaciais seriam também  um back-up da humanidade. Caso alguma catástrofe destruisse a civilização humana na Terra, os viajantes espaciais voltariam e repovoariam o planeta. Ou continuariam viagem espaço além, garantido a existência da espécie.

Em 1975 éramos 4 bilhões de pessoas na Terra. Hoje somos em torno de 7 bilhões, e ainda mais consumistas. O sonho das colônias espaciais paradisíacas, igualitárias e otimistas parece estar mais distante. Pelo menos não se fala muito nisto…

Mas… por que não fazemos aqui na Terra, agora, o que se previu para as colônias?? Reciclagem, uso racional dos recursos materiais e do espaço, oportunidade de trabalho e lazer para toda a tripulação, união em torno de objetivos comuns para sobrevivência do grupo. Só por que a Terra não é um artefato humano? Um ambiente tecnológico nos torna melhores e a Natureza nos bestializa? Ou é apenas uma questão de escala? O tamanho do planeta Terra dá a cada um de nós, como pessoas, a sensação de infinitude, do ilimitado? Ou temos, como espécie, uma relação psicótica com a grande Mãe que nos dá vida e nutre? E deus – que “criou tudo em sete dias e viu que era bom” - seria um pai-ausente, responsável pelas nossas burrices? A tecnologia seria uma sublimação disto? Confesso que ainda não entendi porque prever um mundo perfeito em estações orbitais, e não aqui na Terra mesmo… :-(

imagem: Retrofuture

 

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