Video I was a teenager anarchist da banda Against Me!
Assista antes e depois responda à pergunta.
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[tem muito político por aí apregoando a revolução das ciclovias, das bicicletas, da "mobilidade sustentável", o que seja. Deputado, assessor, governador, prefeito. E muito ciclista-de-final-de-semana também. A letra da música é um requiem para todos eles, principalmente o que se diz em 2:24!!]
Um britânico decidiu criar seu próprio serviço de correios, entregando cartas em uma bicicleta com ares de antiguidade, na cidade de Bude, em Cornwall, no sudoeste da Grã-Bretanha.
Graham Eccles começou o negócio depois que o Royal Mail anunciou um aumento no preço das tarifas. Eccles decidiu entregar cartas no mesmo dia ou no dia seguinte em sua região por 25 pence por carta (R$ 0,72), menos da metade do preço cobrado pelo Royal Mail.
Clique na imagem acima para ver o vídeo produzido pela BBC (em português).
Outro objetivo dele é colocar caixas de coletas em escolas, para que as crianças escrevam cartas umas às outras, como forma de aumentar o interesse pela escrita.
A bicicleta parece uma penny-farthing, e tem chamado a atenção pelas ruas tanto quanto o serviço eficiente e rápido de correios.
Eccles diz que não é uma penny farthing legítima, mas um uniciclo adaptado. E não é mesmo! A foto abaixo é de uma verdadeira penny farthing
E esta ilustração mostra melhor como o guidão era bem diferente da bicicleta do carteiro:
Este modelo de bicicleta recebeu o apelido de penny farthing por causa de duas antigas moedas britânicas, de tamanhos diferentes:
farthing - 1901
penny - 1897
as fotos acima, tiradas de Coins of England and Great Britain, não são comparativas. Mas esta foto, feita com moedas mais recentes, deixa óbvio que o apelido tem tudo a ver!
Um boa ideia esta do Graham Eccles! Quem usa os serviços da bicicleta-correio valoriza a economia local e ainda poupa dinheiro. O mesmo dinheiro que deu apelido ao modelo de bicicleta usada para entregar cartas!
vemos uma excelente bicicleta para crianças – coisa que não existe por aqui.
O mais interessante, porém, é a técnica usada para traduzir a transformação de realidade em ficção.
De fato, difícil dizer qual é a fronteira entre as duas, se é que há fronteiras. Acontece que, quando crianças, temos menos barreiras internalizadas, somos incentivados a sonhar, criar, brincar, pois “temos o mundo todo pela frente”. Quando adultos, somos sutilmente “incentivados” a não sonhar, é como se o mundo já estivesse dado e resolvido – quando na verdade, não está. Tornar-se adulto é, alienadamente, estancar e abrir mão de sonhos para atender expectativas dos outros, da sociedade e do “mercado”.
Andar de bicicleta é perigo por isto: bombeia o sangue para o cérebro e faz renascer sonhos adormecidos.
Uma cidade imaginária, onde não é preciso haver sistema de transporte, uma vez que os bairros ou setores movem-se sozinhos. Feita para andar a pé.
Sem carro, sem trem, sem metrô.
Nos comentários do Youtube, muitas críticas para o consumo de energia que seria necessário. Mas há alternativas. A energia pode vir do sol e o sistema de rolamento pode ser supercondutividade. Ou a rotação pode vir da própria gravidade, com sistemas de contrapesos. Ou derivada da rotação do planeta – a mesma que faz a água escorrer pelo ralo da pia em forma de redemoinho.
No blog Digital Urban, alguém sugeriu o contrário: bairros fixos e anéis rotativos entre eles.
A favor ou contra, a ideia espanta ao prever a robotização das cidades. Uma cidade futurística é comumente vista como uma cidade comum invadida por tecnologia, habitada por robôs ou andróides. A ficção científica fica restrita ao indivíduo.
Mas que tal este outro futuro onde a tecnologia controla não apenas as pessoas, mas também o lugar onde viveremos? Que tal uma cidade inteira robótica?
É provável que a ideia seja adotada antes em colônias espaciais. E nelas, será possível andar de bicicleta, como previu Asimov e a NASA.
Tim Weatley criou o ciclotrópio (ou ciclotropo) reciclando a ideia do zootrópio, máquina circular com fendas que gerava imagens em movimento, inventada em em 1834 por William George Horner e precursora do cinema.
A ideia é simples: colocar uma sequencia de imagens do lado interno da máquina e fazê-la girar a certa velocidade até atingir a ilusão do movimento – não por acaso, o zootrópio também é conhecido como roda-da-vida.
O ciclotrópio usa o mesmo princípio, adaptado a uma roda de bicicleta.
Uma ideia genial, que cria efeitos incríveis. Gostei muito dos efeitos tridimensionais em 29s e 55s e da metalinguagem das bicicletinhas pedalando sobre uma roda de bicicleta.
Por que não poderia ser uma roda de carro? Oras… Porque, como o carro em si, sua roda é pesada e trombolhuda, não tem a elegância fina das rodas raiadas, e é muito difícil movê-la apenas com a força das mãos!
A ideia é tão plasticamente bela que foi logo utilizada num video da Unaids – Programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids:
E é tão fácil de executar que foi aplicada como atividade para crianças de 9 anos na Cherwell School, em Oxford, Inglaterra
E demonstra, mais uma vez, como está certa a teoria dos fractais ao dizer que as partes estão no todo e o todo está nas partes. A bicicleta e suas partes mudando modos de ver, reciclando ideias, criando arte.
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Visite o blog de Tim Weatley e veja fotos da montagem do ciclotrópio e o making off dos vídeos.
De tudo o mais que eu possa errar, dois hábitos bons quero deixar como exemplo para meus filhos: ler livros e andar de bicicleta.
Ler é uma metáfora da vida. Livros são dias. Dentro do universo infindável de possibilidades, cada livro molda o mundo que nós vemos e transforma e afeta a leitura do próximo livro. E, ao contrário de outras mídias que empurram goela abaixo uma realidade dada, ler é uma realidade construída, fruto de escolhas pessoais (exceto os livros de leitura obrigatória na escola, é claro… ) .
Lá pela metade do vídeo acima – que nesta altura você já deve ter visto todo – tem um pai ensinando um filho a andar de bicicleta e isto me fez lembrar uma outra questão. Por que vemos poucos adultos andando de bicicleta? Porque assim foram ensinados desde crianças. Alguns conceitos errados sobre a bicicleta tem sido passados ano após ano, geração após geração, de pai para filha, de mãe para filho.
Crianças são ensinadas a terem medo das ruas. Em nome de um “amor” – que em boa parte é possessão e medo da perda – as crianças estão sempre ouvindo: cuidado, você pode sofrer um acidente sério ou morrer. Com tanta carga negativa, como é que vão aprender a andar de bicicleta, ou gostar de fazer isto?
Se quero que meu filho aprenda a nadar com eficiência, inclusive com habilidade suficiente para poder se safar de uma situação de risco, não o levo para a natação dizendo: cuidado, você pode se afogar a qualquer momento. Quero, justamente, o contrário disto!!
Nadar e andar de bicicleta nas ruas são situações diferentes, é claro, porque nas ruas sempre há a presença sartriana do outro. Mas seriam mesmo todos os motoristas loucos psicopatas sádicos assassinos?? O perigo do trânsito é real ou midiático?? Projetar nos outros os temores imaginários é outra face da cultura do medo, utilização político-ideológica da insegurança que vem não da violência em si, mas da nossa fragmentação social e da alienação. Ser alien é ser estrangeiro, estar só por não ver no outro um igual. E tudo isto se aprende no dia-a-dia.
Não são ciclovias que trarão segurança, assim como não são cercas elétricas que vão solucionar os problemas do crime urbano. Quanto mais bicicletas nas ruas, mais seguro o trânsito fica. Ao contrário do que os órgão de trânsito acreditam e ensinam, trânsito não é fluxo, é convivência.
É preciso aprender a andar de bicicleta, gostar de fazer isto, inclusive para aprender boas técnicas defensivas.
Entretanto, já somos a segunda ou terceira geração viciada em carros. Nossos avós acreditaram ingenuamente na modernidade do automóvel e muitos ainda continuam acreditando nisto até hoje. As crianças aprendem com os pais que o carro é o único meio de transporte seguro e eficiente. Um vício que passa de pai para filhos.
Um mau hábito arcaico que pode ser abandonado.
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De pouco adiantam boas ideias sem homens que possam colocá-las em prática. Se você quer mudar o mundo, seja um exemplo para seu filho. Ele está te observando.
Como é arte, o vídeo pode ser visto e interpretado de muitas maneiras. Alguém viu nele um cenário pós-apocalíptico ficção científica, quase um cyberpunk. Concordo! e da primeira vez que assisti, fiz logo a ligação com Anjos e Demônios, livro do Dan Brown que estou acabando de ler. O artefato azul seria uma poção de antimatéria??
Pode ser uma releitura urbana de Indiana Jones e o amuleto alienígena dos incas?
Um motorista que se meteu numa briga de trânsito com ciclistas após discutir com a namorada, e a coisa azul é um chaveiro de luzinhas piscantes made in China?
De todo modo, gostei ainda mais do vídeo ao mostrar que a bicicleta é isto aí: apenas um veículo que nos leva de um lugar a outro, da melhor forma possível conforme a ocasião.
Na luta entre o Bem e o Mal, a bicicleta pode estar em qualquer dos lados. Aliás, no vídeo não está claro se os ciclistas são os bandidos ou os mocinhos. Depois da cena final, diga-me: sem deixar-se impressionar pela máscara estilo Jason, qual a sua opinião??
Em Londres, o número de bicicletistas praticamente dobrou em 10 anos. Ao mesmo tempo, o número de acidentes reduziu 33%. Mesmo com esta segurança – que não temos por aqui – virou moda entre os ciclistas de lá andarem com câmeras nos capacetes, para filmarem eventuais acidentes.
Tenho visto o blog CroydonCyclist , do Gaz [Croydon é uma região da grande Londres]. Na verdade, a câmera tem sido mais útil para a série Silly Cyclists, que mostra as idiotices dos ciclistas pelas ruas.
É uma série de vídeos que já está no episódio 20 e parece não ter fim…
Estando sempre com a câmera, Gaz filmou o próprio atropelamento:
Hans Christian Andersen nasceu em Odense, Dinamarca.
Escreveu novelas, peças de teatro, relatos de suas viagens, mas ficou mundialmente famoso por seus contos de fadas.
Em Odense, a cidade vive um conto de fadas moderno. Transformações. Bicicletas. Água e ar puros. Facilidades para quem pedala estão em todos os lugares da cidade. O lixo é convertido em energia e calor, para enfrentar o longo inverno nórdico.
(se quiser baixar o vídeo, clique aqui, com instruções em inglês)
Aqui no Brasil, a bicicleta ainda é um patinho feio, maltratado, perseguido, desprezado, enxotado.
Não acho que chegará o dia em que será cisne. Na primavera, abrir confiante as asas, levantar a cabeça e o pescoço esplêndidos, árvores e o sol a se curvarem perante sua beleza.
O convite feito por Odense no final do vídeo é muito. Em vez das transformações do patinho feio, continuaremos segurando o manto invisível do rei nu. E a procissão segue.
Um homem compra uma bicicleta e quer aprender a pedalar.
Logo na primeira aula, perde o controle e sai atropelando pessoas por todos os lugares.
O filme é uma comédia francesa, do tempo do cinema mudo, gravada em 1909. Para fazer aquelas manobras, o ator na bicicleta é ótimo ciclista – digno de causar inveja em todos os fixies!
Encontrei no British Pathé, um saite com milhares de vídeos e fotos, novos e antigos.
Clique na imagem e em seguida reproduza o filme direto do British Pathe
(o código embed deles não está incorporando o vídeo no navegador …)
Fahrenheit 451, Ray Bradbury, Editora Globo Últimas leituras: Zen e a Arte da Escrita, Ray Bradbury, Editora Leya A sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón, Editora Objetiva A biblioteca mágica de Bibbi Bokken, Jostein Gaarder, Editora Cia. das Letras O pequeno Zacarias chamado Cinábrio, E.T.A. Hoffman, Editora Hedras
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