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Esta revolução é uma mentira

28/05/2012 8 comentários

Video I was a teenager anarchist da banda Against Me!
Assista antes e depois responda à pergunta.

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[tem muito político por aí apregoando a revolução das ciclovias, das bicicletas, da "mobilidade sustentável", o que seja. Deputado, assessor, governador, prefeito. E muito ciclista-de-final-de-semana também. A letra da música é um requiem para todos eles, principalmente o que se diz em 2:24!!]

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Pergunta: quantas bicicletas você viu no vídeo?

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Please, Mr. Postman!

BBC

Um britânico decidiu criar seu próprio serviço de correios, entregando cartas em uma bicicleta com ares de antiguidade, na cidade de Bude, em Cornwall, no sudoeste da Grã-Bretanha.

Graham Eccles começou o negócio depois que o Royal Mail anunciou um aumento no preço das tarifas. Eccles decidiu entregar cartas no mesmo dia ou no dia seguinte em sua região por 25 pence por carta (R$ 0,72), menos da metade do preço cobrado pelo Royal Mail.

Clique na imagem acima para ver o vídeo produzido pela BBC (em português).

Outro objetivo dele é colocar caixas de coletas em escolas, para que as crianças escrevam cartas umas às outras, como forma de aumentar o interesse pela escrita.

A bicicleta parece uma penny-farthing, e tem chamado a atenção pelas ruas tanto quanto o serviço eficiente e rápido de correios.

Eccles diz que não é uma penny farthing legítima, mas um uniciclo adaptado. E não é mesmo! A foto abaixo é de uma verdadeira penny farthing

E esta ilustração mostra melhor como o guidão era bem diferente da bicicleta do carteiro:

Este modelo de bicicleta recebeu o apelido de penny farthing por causa de duas antigas moedas britânicas, de tamanhos diferentes:

farthing - 1901

penny - 1897

as fotos acima, tiradas de Coins of England and Great Britain, não são comparativas. Mas esta foto, feita com moedas mais recentes, deixa óbvio que o apelido tem tudo a ver!

Um boa ideia esta do Graham Eccles! Quem usa os serviços da bicicleta-correio valoriza a economia local e ainda poupa  dinheiro. O mesmo dinheiro que deu apelido ao modelo de bicicleta usada para entregar cartas!

Leia mais: esta reportagem  e esta outra, da BBC britânica, ambas em inglês.

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Depois do Dia das Crianças

Neste comercial feito por Peter de Leeuw

Fiets Commercial 2 CMD

vemos  uma excelente bicicleta para crianças – coisa que não existe por aqui.

O mais interessante, porém, é a técnica usada para traduzir a transformação de realidade em ficção.

De fato, difícil dizer qual é a fronteira entre as duas, se é que há fronteiras. Acontece que, quando crianças, temos menos barreiras internalizadas, somos incentivados a sonhar, criar, brincar, pois “temos o mundo todo pela frente”. Quando adultos, somos sutilmente “incentivados” a não sonhar, é como se o mundo já estivesse dado e resolvido – quando na verdade, não está. Tornar-se adulto é, alienadamente, estancar e abrir mão de sonhos para atender expectativas dos outros, da sociedade e do “mercado”.

Andar de bicicleta é perigo por isto: bombeia o sangue para o cérebro e faz renascer sonhos adormecidos.

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Cidade-carrossel

16/08/2011 2 comentários

Uma cidade imaginária, onde não é preciso haver sistema de transporte, uma vez que os bairros ou setores movem-se sozinhos. Feita para andar a pé.

Sem carro, sem trem, sem metrô.

Nos comentários do Youtube, muitas críticas para o consumo de energia que seria necessário. Mas há alternativas. A energia pode vir do sol e o sistema de rolamento pode ser supercondutividade. Ou a rotação pode vir da própria gravidade, com sistemas de contrapesos. Ou derivada da rotação do planeta – a mesma que faz a água escorrer pelo ralo da pia em forma de redemoinho. :-)

No blog Digital Urban, alguém sugeriu o contrário: bairros fixos e anéis rotativos entre eles.

A favor ou contra, a ideia espanta ao prever a robotização das cidades. Uma cidade futurística é comumente vista como uma cidade comum invadida por tecnologia, habitada por robôs ou andróides. A ficção científica fica restrita ao indivíduo.

Mas que tal este outro futuro onde a tecnologia controla não apenas as pessoas, mas também o lugar onde viveremos? Que tal uma cidade inteira robótica?

É provável que a ideia seja adotada antes em colônias espaciais. E nelas, será possível andar de bicicleta, como previu Asimov e a NASA.

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Ciclotrópio

Tim Weatley criou o ciclotrópio (ou ciclotropo) reciclando a ideia do zootrópio, máquina circular com fendas que gerava imagens em movimento, inventada em em 1834 por William George Horner e precursora do cinema.

A ideia é simples: colocar uma sequencia de imagens do lado interno da máquina e fazê-la girar a certa velocidade até atingir a ilusão do movimento – não por acaso, o zootrópio também é conhecido como roda-da-vida.

O ciclotrópio usa o mesmo princípio, adaptado a uma roda de bicicleta.

Uma ideia genial, que cria efeitos incríveis. Gostei muito dos efeitos tridimensionais em 29s e 55s e da metalinguagem das bicicletinhas pedalando sobre uma roda de bicicleta.

Por que não poderia ser uma roda de carro? Oras… Porque, como o carro em si, sua roda é pesada e trombolhuda, não tem a elegância fina das rodas raiadas, e é muito difícil movê-la apenas com a força das mãos!

A ideia é tão plasticamente bela que foi logo utilizada num video da Unaids – Programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids:

E é tão fácil de executar que foi aplicada como atividade para crianças de 9 anos na Cherwell School, em Oxford, Inglaterra

E demonstra, mais uma vez, como está certa a teoria dos fractais ao dizer que as partes estão no todo e o todo está nas partes. A bicicleta e suas partes mudando modos de ver, reciclando ideias, criando arte.

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Visite o blog de Tim Weatley  e veja fotos da montagem do ciclotrópio e o making off dos vídeos.

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Pais e filhos

22/05/2011 2 comentários

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De tudo o mais que eu possa errar, dois hábitos bons quero deixar como exemplo para meus filhos: ler livros e andar de bicicleta.

Ler é uma metáfora da vida. Livros são dias. Dentro do universo infindável de possibilidades, cada livro molda o mundo que nós vemos e transforma e afeta a leitura do próximo livro. E, ao contrário de outras mídias que empurram goela abaixo uma realidade dada, ler é uma realidade construída, fruto de escolhas pessoais  (exceto os livros de leitura obrigatória na escola, é claro… ;-) )  .

Lá pela metade do vídeo acima – que nesta altura você já deve ter visto todo  – tem um pai ensinando um filho a andar de bicicleta e isto me fez lembrar uma outra questão.  Por que vemos poucos adultos andando de bicicleta? Porque assim foram ensinados desde crianças. Alguns conceitos errados sobre a bicicleta tem sido passados ano após ano, geração após geração, de pai para filha, de mãe para filho.

Crianças são ensinadas a terem medo das ruas. Em nome de um “amor” – que em boa parte é possessão e medo da perda – as crianças estão sempre ouvindo: cuidado, você pode sofrer um acidente sério ou morrer. Com tanta carga negativa, como é que vão aprender a andar de bicicleta, ou gostar de fazer isto?

Se quero que meu filho aprenda a nadar com eficiência, inclusive com habilidade suficiente para poder se safar de uma situação de risco, não o levo para a natação dizendo: cuidado, você pode se afogar a qualquer momento. Quero, justamente, o contrário disto!!

Nadar e andar de bicicleta nas ruas são situações diferentes, é claro, porque nas ruas sempre há a presença sartriana do outro. Mas seriam mesmo todos os motoristas loucos psicopatas sádicos assassinos?? O perigo do trânsito é real ou midiático?? Projetar nos outros os temores imaginários é outra face da cultura do medo, utilização político-ideológica da insegurança que vem não da violência em si, mas da nossa fragmentação social e da alienação. Ser alien é ser estrangeiro, estar só por não ver no outro um igual.  E tudo isto se aprende no dia-a-dia.

Não são ciclovias que trarão segurança, assim como não são cercas elétricas que vão solucionar os problemas do crime urbano. Quanto mais bicicletas nas ruas, mais seguro o trânsito fica. Ao contrário do que os órgão de trânsito acreditam e ensinam, trânsito não é fluxo, é convivência.

É preciso aprender a andar de bicicleta, gostar de fazer isto, inclusive para aprender boas técnicas defensivas.

Entretanto, já somos a segunda ou terceira geração viciada em carros. Nossos avós acreditaram ingenuamente na modernidade do automóvel e muitos ainda continuam acreditando nisto até hoje.  As crianças aprendem com os pais que o carro é o único meio de transporte seguro e eficiente. Um vício que passa de pai para filhos.

Um mau hábito arcaico que pode ser abandonado.

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De pouco adiantam boas ideias sem homens que possam colocá-las em prática. Se você quer mudar o mundo,  seja um exemplo para seu filho. Ele está te observando.

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Ciclistas malvados

Genial este vídeo curta metragem do diretor Tim Whitney, com trilha musical do Boys Noize:

FIXED from Tim Whitney on Vimeo.

[assista o vídeo agora, antes de prosseguir a leitura, pois revelo parte do enredo]

Encontrei no blog (também genial) Bike Snob NYC.

Como é arte, o vídeo pode ser visto e interpretado de muitas maneiras. Alguém viu nele um cenário pós-apocalíptico ficção científica, quase um cyberpunk. Concordo! e da primeira vez que assisti, fiz logo a ligação com Anjos e Demônios, livro do Dan Brown que estou acabando de ler. O artefato azul seria uma poção de antimatéria??

Pode ser uma releitura urbana de Indiana Jones e o amuleto alienígena dos incas?

Um motorista que se meteu numa briga de trânsito com ciclistas após discutir com a namorada, e a coisa azul é um chaveiro de luzinhas piscantes made in China?

De todo modo, gostei ainda mais do vídeo ao mostrar que a bicicleta é isto aí: apenas um veículo que nos leva de um lugar a outro, da melhor forma possível conforme a ocasião.

Na luta entre o Bem e o Mal, a bicicleta pode estar em qualquer dos lados. Aliás, no vídeo não está claro se os ciclistas são os bandidos ou os mocinhos. Depois da cena final, diga-me: sem deixar-se impressionar pela máscara estilo Jason, qual a sua opinião??

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Filmando o próprio atropelamento

04/02/2011 1 comentário

Em Londres, o número de bicicletistas praticamente dobrou em 10 anos. Ao mesmo tempo, o número de acidentes reduziu 33%. Mesmo com esta segurança – que não temos por aqui – virou moda entre os ciclistas de lá andarem com câmeras nos capacetes, para filmarem eventuais acidentes.

Tenho visto o blog CroydonCyclist , do Gaz [Croydon é uma região da grande Londres]. Na verdade, a câmera tem sido mais útil para a série Silly Cyclists, que mostra as idiotices dos ciclistas pelas ruas.

É uma série de vídeos que já está no episódio 20 e parece não ter fim… :-|

Estando sempre com a câmera, Gaz filmou o próprio atropelamento:

A moda dos ciclistas filmando seus próprios atropelamentos :-( chegou até à BBC e foi notícia no dia 2/2/2011

Um blog com boas dicas sobre filmagens é London Cyclist, do Andreas. Leia, em inglês, o post sobre como usar câmeras em capacetes.

 

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Um conto de fada moderno

Hans Christian Andersen nasceu em Odense, Dinamarca.
Escreveu novelas, peças de teatro, relatos de suas viagens, mas ficou mundialmente famoso por seus contos de fadas.

Em Odense, a cidade vive um conto de fadas moderno. Transformações. Bicicletas. Água e ar puros. Facilidades para quem pedala estão em todos os lugares da cidade. O lixo é convertido em energia e calor, para enfrentar o longo inverno nórdico.

Assista o vídeo

feito pela produtora Fjernsynsforeningen para a Expo 2010, que aconteceu de maio a outubro, em Shangai.

(se quiser baixar o vídeo, clique aqui, com instruções em inglês)

Aqui no Brasil, a bicicleta ainda é um patinho feio, maltratado, perseguido, desprezado, enxotado.

Não acho que chegará o dia em que será cisne. Na primavera, abrir confiante as asas, levantar a cabeça e o pescoço esplêndidos, árvores e o sol a se curvarem perante sua beleza.
O convite feito por Odense no final do vídeo é muito. Em vez das transformações do patinho feio, continuaremos segurando o manto invisível do rei nu. E a procissão segue.

CategoriasSimbologia, vídeos

Cuidado com o ciclista!

30/09/2010 1 comentário

Quadro de "Runaway cyclist"

Um homem compra uma bicicleta e quer aprender a pedalar.
Logo na primeira aula, perde o controle e sai atropelando pessoas por todos os lugares.

O filme é uma comédia francesa, do tempo do cinema mudo, gravada em 1909. Para fazer aquelas manobras, o ator na bicicleta é ótimo ciclista – digno de causar inveja em todos os fixies!

Encontrei no British Pathé, um saite com milhares de vídeos e fotos, novos e antigos.
Clique na imagem e em seguida reproduza o filme direto do British Pathe

(o código embed deles não está incorporando o vídeo no navegador :-| …)

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