O mundo num grão de areia

No feriado de carnaval, terminei de ler o livro:

Caos - criação de uma nova ciência, James Gleick

Retirei-o da biblioteca do Banco Central, em novembro. Foram 3 meses de leitura, em compasso de aula de física teórica🙂

O livro é muito bom, mas como o autor é jornalista, senti falta de um pouco mais de teoria para esclarecer certos conceitos. De toda forma, a leitura iluminou alguns pensamentos desconexos que eu tinha, sobretudo sobre a não-linearidade e o reducionismo da ciência.
E entendi minha fascinação pelos fractais (desde que tenho computadores, o protetor de tela é um gerador de fractais).
Um trecho do livro, pág. 108:

No fim, a palavra “fractal” passou a representar uma maneira de descrever, calcular e pensar sobre formas irregulares e fragmentadas, recortadas e descontínuas – formas que vão das curvas cristalinas dos flocos de neve até as poeiras descontínuas das galáxias. Uma curva fractal significa uma estrutura organizadora escondida atrás da medonha complicação dessas formas. Estudantes secundários podem entender as fractais e brincar com elas: eram tão primárias quanto os elementos de Euclides. Programas simples de computadores para desenhar imagens fractais circularam entre os que tinham computadores pessoais como passatempo. […]
Os padrões que pessoas como Robert May e James Yorke descobriram em princípios da década de 70, com seus complexos limites entre o comportamento ordenado e o caótico, tinham regularidades insuspeitadas que só podiam ser descritas em termos da relação entre as escalas grandes e pequenas. As estruturas que proporcionavam a chave da dinâmica não-linear eram fractais.

6 comentários sobre “O mundo num grão de areia

  1. Sabe dizer que edição foi a que você leu? Comprei a primeira ou uma das primeiras edições brasileiras desse livro, e a quantidade de erros grosseiros de tradução era tão grande que desisti no meio. Chegou a notar algo assim?

  2. Márcio, a edição é da Editora Campus, de 1990. Pela internet vi que houve uma edição da Gradiva em 1989. Não sei se houve edições posteriores a 1990.
    Alguns trechos me pareceram confusos, mal escritos, mas no começo achei que era devido à complexidade do tema. Depois vi erros mais grosseiros, como concordância de gênero e frases truncadas. Como era apenas este o texto disponível, fui até o fim da leitura. Ficou a dúvida se o original em inglês seria mais claro e se teria os conceitos melhor explicados, como observei antes…😦

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