Onde há vida: bicicletas

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que não é o caso aqui de se tratar a bicicleta como objeto sagrado, indestrutível. Depois do terremoto e do tsunami no Japão, assim como há milhares de corpos nos escombros, estão soterradas centenas de bicicletas destruídas, retorcidas.

Nestas situações extremas, porém, a bicicleta mostra-se forte porque é flexível. Assim como o bambu, para lembrar a fábula zen.

As fotos selecionadas a seguir foram divulgadas por grandes agências internacionais de notícias. Que devem ter dezenas de centenas de fotos da trágedia no Japão. Inspirei-me nesta fotoreportagem do Daily Mirror. Palavra chave: struggle to survive.

Imagens valem mais do que mil palavras. E estas imagens aqui dizem que, apesar de tudo o que aconteceu, a vida pode seguir seu rumo. Quando tudo ao redor ruiu e parou, basta ter esperança e usar as ferramentas certas. Usar o que está à mão, aquilo que depende da força humana e de um caminho a seguir.

Talvez a maior qualidade da bicicleta seja estar tão próxima ao que há de mais humano em nós.

Sua funcionalidade depende somente do corpo humano e da energia dos músculos – que é a mesma energia de estarmos vivos.

O espaço de uma bicicleta é a dimensão do corpo humano. Praticamente, onde uma pessoa pode passar caminhando, a bicicleta passa também. Não é preciso pistas de 4m de largura. E não são pequenas fissuras no solo que a impedem de seguir adiante. Porque elas podem ser empurradas ou carregadas nos braços. E depois: seguir em frente.

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15 comentários sobre “Onde há vida: bicicletas

  1. Muito boas as fotos a pesar da cituação.
    É triste saber que um país tão desenvolvido, esteja passando por necessidades básicas, como áqua, comida e até mesmo o combustivel. Sou totalmente a favor do uso da bike, mas numa cituação como essa, não tem como ficar sem os veículos motorizados, pois através deles é que podem fazer o transporte de alimentos e medicamentos. Sobra ao povo recorrer as bike, pois com a força que ainda lhes resta depois de tamanha tragédia, esse é o único modo de locomoção que eles dispõe.
    Meus parabéns pelo post. É através de imagens assim, que talvez as grandes nações consumidoras de recursos naturais e também as pessoas que acham ser totalmente dependentes dos automóveis possam abrir seus olhos e ver que não somos nada diante da natureza. Um forte abraços, e muito obrigado por nos trazer tão importante material.

  2. Nossa!!!
    Maravilhoso!
    Não pela tragédia é claro, mas pelo sentimento de esperança que elas transmitem!!!
    Daria uma ótima exposição “A cidade somos nós”!!!

  3. Engraçado ver o contraste dos carros destruídos com as bicicletas. Elas também são sobreviventes…

  4. Gostei porque nos fazem abrir os olhos a la desnaturalizacao da vida moderna AUTOmatizada, robotizada y artificial…onde a gente e hipocrita e so ve as apariencias, ja nao sao mais naturais…onde um vale por lo que posee e nao por lo que e…entao eu propongo voltar ao uso masivo das bicicletas…q e melhor pra todos nos, pra saude e pra o meio ambiente tb.
    Sou solidario com or irmaos japoneses nesta tragedia creada artificialmente por la HAARP, ao igual q Chile, Haiti,(Pisco)Peru, Katrina y tantos outros.

  5. Muito triste tudo isso! Mas, na verdade, todos sabíamos que assim seria. E o pior é que, infelizmente, também não vai parar por aí. A “carga” de erros cometidos com o planeta, principalmente no último século, está a se revelar e a afetar pessoas em todos os lugares. São sinais! Cabe a nós fazermos nossa parte, exercendo a cidadania e todas as dicas que estão aí para que o mundo em que vivemos e o que deixamos aos nossos filhos seja no mínimo um pouco melhor; para que se adie, um pouco que seja, aquele que será o divisor dos tempos, se assim as coisas continuarem. Com modéstia, me sinto mais leve em fazer parte disso, buscando maneiras alternativas e corretas de se viver a cada dia. É necessário despertar para esta realidade. Lamentável constatar, nas mínimas coisas do cotidiano, que o olhar está voltado para dentro na grande maioria das pessoas. Mas podemos e devemos mudar tudo isso, só depende de nós. Plantemos então a semente, com nossos filhos, amigos, vizinhos… TUDO É EXEMPLO!!! Quem pedala sabe o bem que faz para o corpo e a mente!

  6. Fernanda, o que dizer de tal fato, a não ser lamentável, mesmo assim que te agradecer por nos dar a oportunidade de ver a continuidade da vida que segue seu curso. A pesar da destruição quem pedala parece se mostrar indiferente, para quem não é ciclista, não pense assim, pois quem está atrás do guidom vê com antecedência todas as coisas que se passam. Um abraço a todos. Ernandes.

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