o poder (e o perigo) de se sentir superior

Sobre o prefeito que esmaga carros com tanques.

Transcrevo trecho de um artigo que acabo de ler: 

(…) a partir do momento em que formaram seu bloco, sentiram-se fortes e superiores. A palavra é essa mesma – superiores. E esse é o primeiro passo para retirar das cabeças qualquer ideia de culpa. Se sou superior, posso esmagar, ferir, matar. É natural. Como é natural que esmague uma formiga. O sentir-se diferente e superior não explica somente o comportamento de grupos em regimes totalitários, mas também desde a violência das torcidas organizadas até os massacres com pretextos religiosos. Não são, uns e outros, os “escolhidos”?

[Flávio Paranhos, Diferentes iguais ou iguais diferentes?, Revista Filosofia, nº 58, págs. 32-34.]

 O tal prefeito faria muito melhor para a cidade (e menos para o ego dele) se, em vez de valorizar a violência como método e demonstração de poder, vendesse toda a frota de carros oficiais da cidade, inclusive o dele próprio, que certamente usa todo dia.

[.]

Um comentário sobre “o poder (e o perigo) de se sentir superior

  1. Discordo. A história do prefeito foi uma campanha publicitária, demonstrando que o poder público está tão indignado como os cidadãos de bem, e que agirá contra os abusos. É uma companha bem humorada, e obviamente não é para ser tratada literalmente.

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