Tecnologias antiquadas

Não tenho luzes na minha bicicleta urbana.

Comprei um farol quando fiz minha primeira cicloviagem. Mais por precaução do que por ter programado pedalar à noite. Usamos apenas uma vez, no primeiro dia, quando meu irmão derrapou nas pedras e feriu, de leve, a perna. O farol serviu como lanterna.

Na segunda viagem, na Rota  da Maria Fumaça, precisei usar o farol pra valer. Foi uma decepção! A coisa iluminava poucos centímentros à frente do pneu da bicicleta. A noite completamente sem lua, num trecho repleto de caminhos e veredas, apenas o GPS nos salvou – e o latido dos cães nos indicando a proximidade das fazendas. Hoje o farol está guardado na gaveta. Inútil, quando precisei dele – além de usar 4 pilhas. Quatro!!

A primeira luz traseira, destas que piscam vermelho, caiu no chão quando desci o meio-fio e se espatifou toda – estes produtos sem qualidade made in…! A segunda luz gastou a pilha em poucos dias. Comprei pilhas palito recarregáveis. Era um tal de usar e recarregar que foi me dando preguiça, preguiça, até que me encheu o saco. Também está na… nem sei onde está aquela luz pisca-posca!

Mas ao ver este conjunto Blackburn no blog bikecommuters,  até que deu vontade de instalar na minha bicicleta. Sim, sobretudo pelo método como as luzes podem ser recarregadas: numa porta USB ou por um mini painel solar solar!!
Este é o farol:

e esta a luz pisca-pisca:

 (no saite só tem esta foto pequena mostrando a conexão na USB).

É obviamente um contrasenso ecológico ter que usar pilhas e mais pilhas para alimentar estas luzinhas. Sinceramente? Pegaram o caminho mais fácil e que retroalimenta a sociedade de consumo. Ter que comprar pilhas sempre!! se, ao pedalar, eu gero energia suficiente para várias luzinhas.

Além do tradicional dínamo, o que melhor seria do que paineis solares, que podem carregar baterias enquanto pedalo no sol ardente?

Ainda vai chegar o futuro, quando toda a bicicleta será coberta de finas placas voltaicas solares. Toda a roda será um dínamo, a energia será gerada pelo giro do aro junto a magnetos nos garfos. Pequenos cataventos ultraeficientes para gerar energia pelo vento que passa no guidão, na bicicleta toda, nos cabelos!

Mini usinas por momento angular, energia gerada por rotação, melhor conservação do trabalho dos pedais e pernas, a bicicleta tem mil e um caminhos para gerar a energia que ela própria precisa. Não, não falo das “bicicletas” elétricas, com suas baterias pesadas e caras – e fajutas, se forem de origem bric! Falo de energia elétrica para luzes traseiras e dianteiras na bicicleta, sineta, computadores de bordo, e aparelhos diversos, como celulares, GPS, câmeras fotográficas e diversos sensores. No futuro, haverá uma rede wifi, os carros serão finalmente reconhecidos como muito perigosos e terão diversos mecanismos para evitar acidentes hoje evitáveis se motoristas não fossem tão lesos. Sensores na bicicleta vão avisar os carros da proximidade de um bicicletista e a velocidade do automóvel será automaticamente diminuida, queira o motorista ou não. Melhor! caso o motorista insista, o alarme irritante do carro dispara dentro da cabine – bi bi bi bi bi bi bi – para acordar o motorista do torpor e do tédio que é dirigir. Em vez de o motorista buzinar, ele será buzinado!

Motoristas atropelam e matam porque outros valores são colocados acima da vida. Por trás de toda tecnologia, há uma moral e uma ética. Acredita-se que pessoas sejam capazes de governar máquinas muito mais fortes e rápidas do que elas. Mas não são. Muitas vezes os carros são usados como meio para expressar o que há de mais vil na natureza humana. A própria tecnologia deve dominar a tecnologia.  Mais do que supostas habilidades, valeriam as 3 leis da robótica.

Porém ainda estamos na época de tecnologias obsoletas como pilhas e motoristas.😦

[.]

4 comentários sobre “Tecnologias antiquadas

  1. Olá, apesar de seu assunto ser a sustentabilidade do carregamento, essa lanterna que perfeitamente se carrega com o painelzinho solar também não ilumina nada. Não sou daqueles hitech que precisa da maior iluminação do mundo, mas essa de leds é fraca, assim o painel solar funciona bem, seria possível carregar uma lanterna com um pouco pais de potência?

    ABS!

  2. Qualé Tidé, no escurão que tava até vagalume ajudava. Ajudou bastante, mas era bem ruinzinha, heim?

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