Falando sobre ciclovias no Plano Piloto

Na quinta-feira, 17 de maio, houve audiência pública no Ministério Público sobre as ciclovias no Plano Piloto.

Muita gente falou, tinha dezenas de pessoas, maioria do GDF, muita gente falou besteira, mas alguns pontos foram esclarecidos. Pelo propósito que tinha, foi boa reunião.

Mas o foco da discussão estava errado: não precisa debater quem é a favor ou contra ciclovias. Ninguém vai ficar contra ciclovia. É como debater sobre quem é a favor ou contra construir escolas, por exemplo.  

Precisa debater ONDE elas são necessárias e SE são necessárias. Uma analogia com escolas: precisa construir uma ao lado da outra? Construir lá na zona rural, onde moram 2 crianças?? É preciso saber onde construí-las, para aproveitar melhor e usar com bom senso tanto o espaço urbano quanto os recursos públicos. Por isto, deixa de ser uma discussão política, ou de ideias, de um mundo utópico idealizado e ideologizado – como foi 90% da audiência – para ser uma discussão técnica, ou melhor, prática.

Os argumentos se repetiam, muitos apenas de “ouvir dizer” e ficou parecendo que todos estávamos dando voltas em torno de uma discussão elitizada.

Tudo bem, ficou óbvio que há uma decisão política de construir ciclovias, vias segregadas, sem tocar no espaço para carros ou  por causa do suposto perigo de andar de bicicleta.
[a penúltima apresentação, quase chegou a dizer que andar de bicicleta na cidade é opção suicida…, :-( jogando a culpa na bicicleta, quando na verdade é culpa do carro].

Há esta decisão? Então, que tal aproveitar uma das fitas de calçada, transformando-a em ciclovia?? Uma das pessoas com mínimo senso crítico disse: hoje temos 2 espaços subutilizados (as duas fitas de calçada que margeiam todas as quadras do Plano Piloto, aquela calçada mais larga e a outra mais estreita). Depois da ciclovia, teremos 3 espaços subutilizados!

Mais sensato seria converter a calçada mais estreita em ciclovia, alargando-a. De fato, mais de 70% desta calçada hoje está destruída.
Seria  mais uma obra, como parece ser intenção do GDF e, sem destruir muita área verde, revitalizaria este espaço urbano hoje abandonado.

Saindo da reunião, a melhor informação de todas, papo de elevador: o BID não financiou as ciclovias do Plano Piloto porque elas não seriam indicadas por causa da baixa relação custo/benefício. Ou seja, estão jogando dinheiro fora.

[.]

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