Esta revolução é uma mentira

Video I was a teenager anarchist da banda Against Me!
Assista antes e depois responda à pergunta.

.

[tem muito político por aí apregoando a revolução das ciclovias, das bicicletas, da “mobilidade sustentável”, o que seja. Deputado, assessor, governador, prefeito. E muito ciclista-de-final-de-semana também. A letra da música é um requiem para todos eles, principalmente o que se diz em 2:24!!]

.:.

Pergunta: quantas bicicletas você viu no vídeo?

.:.

13 comentários sobre “Esta revolução é uma mentira

  1. Mentira é a atitude de pseudos ciclistas que são a FAVOR d o embargo das ciclovias! Mentira é ocultar a falta que uma ciclovia faz para quem usa bike e pratica ciclismo DIARIAMENTE. Quantas décadas estamos esperando por essas ciclovias , que finalmente, estao saindo do papel. Arvores? Temos muitas. Bem como ciclistas atrolpelados.

    1. Para mim, uma árvore é tão importante quanto um biciclista. Não há nenhuma superioridade na espécie humana, nenhuma divindade imaginária.
      Aliás, alguma vezes prefiro as árvores.

  2. O que o vídeo traz de correlação com bikes e ciclovias? Só prega a anarquia meu caro. Você foi um dos que lutaram a favor do embargo das ciclovias no DF? já pedalou? Ou melhor pratica ciclismo de forma intensa????

    1. Sobre as ciclovias. Primeiro, temos que basear todos os problemas na seguinte questão: por lei, onde houver ciclovia o ciclista não poderá utilizar a via. Isso quer dizer, que a ciclovia deve responder a necessidade dos ciclistas que andam na via. Correto? Caso contrário a lei não faria sentido algum. Isso quer dizer também que a ciclovia deve ter a mesma lógica da via: ser o mais eficiente possível para o transporte. Aí, nos deparamos com a necessidade por exemplo de ela ser RETA (a menor distancia entre dois pontos). Outra coisa é ela ter o menor número de interrompimentos possível, de preferência andando junto aos carros, pois a lógica da cidade já fez as pistas neste sentido. E é, logicamente impossível vc ter dois sistemas hegemônicos. Obviamente, seria necessário dialogar isto com os riscos. Deste diálogo nascem não menos que 4 opções: compartilhamento, ciclofaixas, calçadas compartilhadas e ciclovias. É imbecil, baseado na questão da lei e da necessidade de eficiências, essas 4 opções serem reduzidas a 1, gerando ineficiencia completa e fracasso certo. Logo, aviso que estou anotando os nomes de todos os ciclistas que gostam de dar voltinhas nas árvores, parar para o transito de pedestres na ciclovia, que gostam de desviar metros e metros para atravessar cruzamentos de balões. Se um dia eu ver alguem sendo/eu mesmo for: multado andando na pista, ou atropelar alguem nas cilcovias (conheço pessoa que foi parar na UTI por atropelamento por bicicleta), atropelado por atravessar mais próximo ao balão e se chegar atrasado nos compromisso por ineficiência do trajeto. Vou atraz dos senhores para pagarem as contas….
      Sobre o autoritarismo impregnado na desqualificação imbecil do termo anarquia. Primeiro lugar, ficam falando em anarquia com tom pejorativo de forma a personalisar uma crítica objetivo como se tratasse de algum transtorno pessoal. Segundo, vão atrás do significado de anarquia (como propôs o Jonas) e da história das lutas do Brasil para aprenderem sobre o nível de conquistas feitas por reividicações anrquistas. Terceiro e principal, quem faz esse tipo de crítica está posicionado em um uma escala de poder hierarquicamente superior buscando justificar atos bastante questionáveis, buscando apoio de parcela da população contra outra parcela. Isso me lembra um bigodudo russo, responsável por um dos maiores desastres de fome da história, tirando comida dos “anarquistas” para alimentar o nobre povo russo. Tudo isso não é nada mais do que fuga do debate. Ou me responde: precisa andar todos os dias de bicicleta para saber os problemas do ciclista? Ou 6 vezes por semana bastam? ou seriam 5? ou menos?

  3. Denir
    Concordo plenamente com você! Tem me incomodado alguns discursos propagados por ALGUNS setores do “cicloativismo” nacional. Pessoas que colocam os motoristas e carros como o câncer da humanidade (o que posso até concordar em alguma medida), mas o que é pior, colocam a bicicleta e os ciclistas como os redentores do planeta. Se esquecem que a intolerância, egoísmo e a falta de bom senso está no ser humano, independente se esse é ciclista ou motorista. Aliás, tenho visto nas ruas ciclistas com o mesmo egoismo, mesquinhez e intolerância – adjetivos geralmente atribuídos aos donos de automóveis. Afinal, é uma questão de educação das sensibilidades (como gosto sempre de dizer), e não da escolha do seu meio de transporte, não é mesmo?

    Um abraço e parabéns pelo seu blog.

  4. Matheus: “por lei, onde houver ciclovia o ciclista não poderá utilizar a via.” onde está essa lei?
    não existe…. a bicicleta SEMPRE tem preferencia sobre o automóvel em qualquer circunstância. com ou sem ciclovia.
    Ciclistas esportistas, aqueles que treinam, podem e deve usar a rua. Para segurança de todos.
    cordialmente,

  5. Realmente não há nenhuma lei que diga que onde há ciclovia o ciclista não pode usar as vias de trânsito de automóveis. Isso é uma distorção (muito grande) de interpretação do Art. 58 do CTB, que inclusive traz em seu texto exceção para o uso da ciclovia: “quando não for possível a utilização destes” o trânsito de bicicletas deverá ocorrer nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

    Dei uma volta pela ciclovia da Asa Norte. Também pela do Sudoeste. Na Asa Norte, ela nem é tão sinuosa assim, isso não parece ser problema algum. No entanto, tem duas encrencas: na travessia das comerciais duvido que a bicicleta tenha preferência sobre os veículos. Me parece inclusive que não há um projeto claro para resolver isso, tanto é que em umas comerciais a ciclovia desagua bem próxima da L2, em outras uns 20 ou 30 metros para dentro. Outra falha grave é quando a ciclovia contorna o parque Olhos D`Água: nesse lugar deveriam ter estreitado um pouco as faixas da L2 e criado um espaço para que a ciclovia continuasse ao lado da via, em vez de subir até a L1 e voltar. Alí realmente não vai funcionar.

    No Sudoeste, sinceridade, uma das coisas que mais me impressionaram foi um galho de árvore a mais ou menos 1,5m de altura invadindo a área da ciclovia. Isso ainda vai dar na cabeça de alguém. Também acho que não podemos ficar perdendo áreas verde sem motivo, nem derrubando árvores quando podemos preservá-las. Mas, nesse caso, bem que podiam ter sido mais razoáveis, protegendo o usuário da ciclovia e plantando árvores em outro lugar, ou mesmo transplantando essa em específico.

    Mas tem uma coisa que pouco estamos atentando: Brasília não tem também boas calçadas para pedestres, cadeirantes, etc. Eles vão usar as ciclovias ostensivamente. Junto com as ciclovias deveriam também estar recuperando calçadas que seguem paralelas, senão ainda teremos acidentes bem desagradáveis.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s