Ciclovias na Asa Sul – quadras 300 e 700

Depois de ter dado prioridade às ciclovias “da Copa”, no eixo Monumental, o GDF voltou com as obras das ciclovias na Asa Sul.

Nas quadras 700, o concreto já foi colocado desde a frente do Colégio Leonardo da Vinci até a altura da UDF e transformadores da CEB. IMG_0575_tn

Está passando em frente à Casa Thomas JeffersonIMG_0576_tn

Em breve chegará ao DetranIMG_0578_tn

Os cortes estão sendo feito na altura da Aliança Francesa, com um braço da ciclovia que desce até a W3, passando ao lado do Jardim de Infância 21 de Abril. IMG_0551_tn

Ligação semelhante até W3 também foi feita na Praça do Índio (fico devendo a foto….)

Nas quadras 300, os piquetes estão colocados da 302 à 305 Sul.

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O projeto continua o mesmo, já mostrado aqui no blog. Nada de novo: é uma obra feita apenas para evitar o conflito com automóveis (diga-se: conforme solicitação feita durante anos, pelos cicloatletas e cicloativistas de fim de semana, para os governos Roriz, Arruda, projeto adotado sem nenhuma modificação pelo atual governo Agnelo).

Há trechos em que a ciclovia é necessária, trechos em que é completamente desnecessária e, onde deveria resolver os problema mais graves, o GDF e seus órgãos se omitem (outro modo de dizer que deixam tudo como era antes: nos cruzamentos com as vias de carro e estacionamentos, a ciclovia “desaparece”).

Ciclovias feitas com design focando e priorizando o trânsito motorizado, para retirar os ciclistas e deixar as ruas livres para os automóveis (ideia dos planejadores urbanos de Adolf Hitler). Feitas nas áreas de pedestres e áreas verdes, desconexas, com diversos obstáculos e muito confusa, como mostra a comparação abaixo.

Já que querem fazer, que façam. É bom que seja assim. Também se aprende pelo erro (isto inclui governo e ciclistas). E no futuro, como sociedade poderemos e vamos dizer: não, concreto no chão não resolve o problema. Precisamos de mais!

[.]

3 comentários sobre “Ciclovias na Asa Sul – quadras 300 e 700

  1. Fico impressionado como certas pessoas gostam de reclamar de tudo. Se não há ciclovias, reclamam. Se fazem ciclovias, reclamam que muitas são desnecessárias, que o GDF deveria resolver problemas mais graves. Fico pensando que autoridade teria o autor para afirmar categoricamente que uma ciclovia seria desnecessária. Será que ele fica no local dia e noite para ver se a ciclovia é realmente utilizada? Será porque ele não usa aquele trecho específico, então afirma, de forma egocêntrica, ser desnecessário? Ou será apenas pelo simples prazer de reclamar de tudo, de ser um eterno descontente.

    E pior, o autor cai em uma contradição quando afirma que o paradigma “correto” das ciclovias seria o que ele chama de “centrado no usuário”, localizado DENTRO DA VIA dos automóveis, no bordo direito da pista. Ora, essa é uma clara contradição com o post de 10/9/2013, quando o mesmo autor exalta o relatório “Get Britain Cycling”, com a afirmação que reproduzo a seguir:
    “o relatório Get Britain Cycling serve de modelo, be-a-bá de política cicloviária séria, para qualquer país – ou cidade.”

    Pois bem, nesse relatório, é possível verificar que a forma IDEAL de se construir ciclovias é SEGREGADA como as que estão sendo construídas, e NÃO no bordo da pista, junto com os carros. Segue o trecho do relatório a que me refiro:
    “Recommendations: (…) Purpose-designed exclusive rights of way, SEGREGATED from other traffic, are IDEAL, especially as part of a network of cycle paths and lanes, making use of verges, parallel rights of way, disused railways, bridle paths and similar. Continuity of funding would enable better
    and more cost effective planning of connected segregated routes. Designated on-road lanes play an important role where segregation is NOT appropriate, and may require reallocation of road space.”

    Nota-se que, ou o autor do blog não leu o relatório que exalta, ou simplesmente é um eterno descontente. E para piorar, toda a ciclofaixa do Lago Sul foi construída no paradigma que o autor considera correto, e não me lembro de UM post nesse blog sequer com essa informação ou elogio à obra. Pensando bem, há um post nesse blog sim, sobre as ciclofaixas do Lago Sul, publicado em 19/10/2009, com o título “Cicloarmadilha”, citando UM local, em dezenas de quilômetros dessa ciclofaixa, onde a ciclofaixa estreita por não mais do que 10 metros porque a ponte não foi alargada. DEZENAS de quilômetros de ciclofaixa no modelo exaltado como correto e o autor tem apenas UM comentário sobre o assunto, criticando 10 metros de uma ponte não alargada, que pessoalmente não acho que valeria o vultoso investimento por 10 metros de ciclofaixa.

    Comportamento óbvio de um eterno descontente.

    Diferente do autor do blog, eu concordo totalmente com a preferência à ciclovias segregadas (como o GDF está fazendo) sempre que possível. Basta pesquisar na internet para ver exemplos como o triste destino de Danielle Nacu em Ottawa, Canada, atropelada quando pedalava no bordo direito de uma via de trânsito lento (Queen St). Em ciclofaixas no bordo da via, qualquer desequilíbrio pode fazer o ciclista tombar na frente de um carro e custar sua vida, mesmo que o carro esteja lento e guiado por um motorista canadense educado, como no caso da Danielle. Em uma via segregada, ela estaria viva e com pequenos arranhões.

    Um último comentário a esse post: Tentar provar que o projeto das ciclovias do GDF seria errado porque é similar ao projeto urbano de Adolf Hitler é uma puro “Reductio ad Hitlerum”, ou seja, uma falácia. Por mais que o Terceiro Reich tenha realizado barbaridades, não é porque uma política foi adotada por esse sistema ela seja errada. Ilustrando, o movimento nazista na Alemanha tinha uma posição clara anti-tabagista, logo seria o hábito de fumar desejável?

    Eu sou ciclista, minha bicicleta é meu meio de transporte principal, e estou muito contente e mais seguro com as ciclovias SEGREGADAS que o GDF está fazendo e vejo um aumento considerável de ciclistas as utilizando. Não são perfeitas, mas há muito a comemorar com a construção delas, coisa que obviamente nunca veremos nesse blog.

    1. Que bom que tenho pelo menos um leitor atento. Obrigado, rsarres.
      Desculpe-me, contudo, mas o relatório Get Britain diz que as ciclovias segregadas são ideias e as não segregadas “desempenham um importante papel onde a segregação NÃO é possível e requer realocação de espaço viário”. O NOT que você colocou em maiúscula não contradiz, mas reafirma.
      Por favor, não confunda ciclofaixa com ciclovia. Ciclovias são SEMPRE segregadas. Mas há outras opções. É nesta tecla que toco.
      Não sou um eterno descontente. Por exemplo, NUNCA reclamei da falta de ciclovias! (quando uma pessoa diz que outra disse o não dito, qual o nome desta falácia mesmo?? :-))
      Acho que o GDF está mais errando que acertando.
      Quando digo que há trechos desnecessários, é porque existem calçadas subutilizadas ao lado da ciclovia recém-construida. Bastaria revitalizar a calçada – nem o fluxo de pedestres nem o de ciclistas justifica a ciclovia, neste primeiro momento. Depois, caso cresça, se crescer, bastante o número de bicicletas, poderíamos ter ciclovias. Se me disser que isto é um absurdo, o próprio GDF fez em alguns trechos. O melhor exemplo é a ciclovia da L2 Sul – ali, somente acho que não deveria ter pintura exclusiva para bicicletas. A sinalização horizontal e vertical deveria indicar calçada compartilhada – como um trecho ao lado do Colégio Militar.
      Quando digo que o GDF deveria resolver problemas mais graves, me refiro aos cruzamentos das ciclovias com as pistas de carros. Na sua opinião, o GDF está fazendo isto bem feito? Para você, é satisfatório o cruzamento das ciclovias com as vias das entrequadras comerciais? E no estacionamento do CEUB, foi adotada a melhor solução? Não seria melhor o GDF resolver os pontos tradicionalmente críticos primeiro, dando preferência às bicicletas nos lugares onde sempre haverá conflito com automóveis? Fizeram a parte mais fácil, construir em áreas verdes. Mas onde o Estado deveria atuar com força para solucionar os conflitos, ele se omite.

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