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Ao paraíso, de bicicleta

Ótima música para começar o ano de 2015: Paradise, da banda Coldplay.

A letra fala de desilusões, sonhos e esperanças que se renovam.

E o video aproveita a imagem da bicicleta como opção de fuga de uma realidade opressiva e viagem em busca de um sonho.

Bom 2015!
Pedale rumo a seus sonhos e esperanças!
Se não dá para usar bicicleta, vá de monociclo, mas vá de alguma forma!

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Bicicleta com rodas de gelo

Colin Furze é o típico inventor maluco. Britânico, de Stamford, ele cria várias engenhocas e coloca os vídeos no seu canal no Youtube.
Já converteu uma scooter num lança-chamas e criou as garras do Wolverine com um sistema pneumático. O vídeo mostrando isto já teve mais de 6 milhões de visualizações. Fez sapatos magnéticos e caminhou no teto. E ganhou o recorde mundial ao fazer um carrinho de beber andar a mais de 100km/h.
Claro, ele já foi preso pela polícia, já foi envolvido por uma explosão de chamas e outras coisas loucas nos seus vídeos muito loucos.

Uma de suas últimas invenções foi uma bicicleta com rodas de gelo. Veja os vídeos.
No primeiro, ele fez testes e constrói a bicicleta.
No segundo, sai para pedalar por aí.

Deve ser muito divertido dar rodopios numa pista de gelo numa bicicleta com rodas de gelo!

O Muro de Berlim

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Quando o Muro de Berlim caiu, 25 anos atrás, eu estudava alemão no Goethe Institut e estavam aqui no Brasil a Birgitt e o Andreas, fazendo intercâmbio acadêmico. Ela e ele vieram passar um tempo para ensinar, valendo crédito pra os estudos.

Naqueles dias vivi a empolgação do mundo e, bem de perto, a euforia deles dois. Hoje, ainda lembro do jeito da Birgitt e do Andreas me convidando para fazer caminhada sobre a neve das montanhas da Baviera…

Se fosse em outros países do mundo, o Muro seria derrubado e, no lugar dele, construiriam apenas avenidas de pistas largas ou estacionamentos para carros.

Mas em Berlim eles construíram uma ciclovia de 160 km ao longo do antigo Muro, para que os locais fossem visitados com a calma necessária.

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Diante destes monumentos, e do que eles representam, é necessário um outro modo de ver que só a bicicleta – ou o andar a pé – permitem.

De bicicleta, é possível conhecer o Muro de outra forma. É possível vivenciar a cidade com os sentidos, olhos, ouvidos, nariz. As impressões são mais intensas. De bicicleta é possível captar muito melhor todas as informações. Precisamos de mais tempo para o trajeto, mas com isto as emoções são mais intensas.

Günther Schluche  – Coordenador de Planejamento da Fundação Muro de Berlim

Inaugurada em 2006, a ciclovia acompanha a faixa de vegetação que foi preservada no entorno do Muro. A ciclovia passa também pela East Side Gallery, a maior galeria de arte a céu aberto no mundo.

Clique nas imagens a seguir e assista dois vídeos produzidos pela DeutscheWelle Brasil sobre o Muro de Berlim e bicicletas:

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A parte de mim que decidiu ser alemão por opção está muito mais feliz agora do que naqueles dias de festa ao lado da Birgitt e do Andreas.

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Você pode mudar sua cidade para melhor

http://money.cnn.com/video/technology/2014/10/07/how-to-build-an-innovative-city.cnnmoney/index.html

Este vídeo merece ser visto e revisto. Feito pela CNN para a série Most Innovative Cities, poderia facilmente transformar-se na síntese do programa de um governo que realmente queira mudar as coisas, prefeito, governador ou presidente da república. A bicicleta conduz a narrativa, mas o vídeo dá uma visão geral do que seria uma cidade sustentável.

O original está em inglês, sem legenda. Para dar a maior divulgação possível do conteúdo, que é muito bom, fiz a transcrição e a tradução.


Cities are old, and sometimes tough to change. But what if you could start over? And create an innovative city everyone would love. Not in a move to Mars, biodome kind of way, but here, on Earth. Let’s start close to nature, add energy efficient buildings made of renewable materials, like wood and natural rubber. Don’t forget the solar panels. And while we’re at it, let’s reduce congestion. Add in recycling and composting programs. A dense population is an important part of innovation. All of those different people meeting and sparking ideas off of one another. So let’s get all kinds of people together, create neighbourhoods with a variety of affordable housing options. Make sure these people can make a living wage and give their kids access to education. Make transportation affordable, i.e, bike lanes and bike share programs, because keeping people healthy is a priority. So let’s provide free apps and tools to keep people active and work with local farmers to provide fresh food for everybody. When infrastructure ages, let’s repurpose it. That library becomes a community centre. In order to keep a city sustainable, it’s important to elect officials who can see green. No, not that kind. This kind. But what is most important to keeping a city innovative, in short, it’s you.

As cidades são antigas, e às vezes difíceis de mudar. Mas, e se você pudesse começar de novo? E criar uma cidade inovadora que todos gostassem?? Não viajando para Marte, criar algum tipo de biodome, mas aqui, na Terra.
Para começar, vamos ficar perto da natureza, adicione edifícios energeticamente eficientes feitos de materiais renováveis​​, como madeira e borracha natural. Não se esqueça dos painéis solares.
E já que falamos disto, vamos reduzir o congestionamento no trânsito.
Adicionar um programa de reciclagem e compostagem.
Uma densa população é parte importante da inovação. Todas essas pessoas diferentes se encontrando e trocando ideias brilhantes entre si. Então vamos colocar todos os tipos de pessoas juntas, criar bairros com uma variedade de opções de alojamento a preços acessíveis.
Certifique-se que essas pessoas possam ganhar um salário digno e dar acesso à educação aos seus filhos.
Faça com que o transporte seja acessível, ou seja, com vias para bicicletas e programas de compartilhamento de bicicletas, porque manter as pessoas saudáveis ​​é uma prioridade. Então, vamos fornecer aplicativos e ferramentas gratuitas para manter as pessoas ativas e trabalhar com os agricultores locais para fornecer alimentos frescos para todos.
Quando a infraestrutura envelhecer, vamos dar outra utilidade para elas. Essa biblioteca torna-se um centro comunitário.
Para manter uma cidade sustentável, é importante eleger pessoas que olhem para o verde. Não, não é desse tipo ($$). Este tipo (natureza).
Contudo, o mais importante para mudar e manter uma cidade inovadora, em suma, é você.


Você pode ver o vídeo em tamanho maior na página da CNN.

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O caipira e a bicicleta

Minha cumadi, sabedora que sou um caipira da gema por tras desse palavriado todo, mi mandou ni meu faicebuque preu vê esse causo do Sô Geraldinho Nogueira.
Eita trem disgramado de bão! Cumé que eu nem conhecia?
Iscuita só procê vê – e tome cuidado pra num obrá de tanto ri.

Continuei assuntando na internete e deparei cum essa moda de viola “Caipira bicicleteiro”, de Nilsinho e Tanaka, que conta o mesmo causo desse caipira que foi andá de bicicleta sem sabê e se atresbuchô numa queda.

Percurando mais um tiquim, fiquei sabendo que saturdia teve o lançamento do filme “O caipira e a bicicleta”. O personage é Amâncio, o nosso Jeca Tatu distabocado de famoso, que pra ajudá a muié que si intojô arresolve ir pra cidade de bicicleta, sem sabê pedalá.

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Só incontrei informações no Faicebuque, clique e dá uma espiadinha lá ó. E o filme só passô pros paulistas de Pindamonhagaba e Taubaté.

“O curta metragem foi realizado pelo Ponto de Cultura Fábrica de Documentários/TV Cidade Taubaté/Coletivo de Cinema da Cidade e a produtora independente Alex Produções; o trabalho foi todo cotizado entre os envolvidos. Os atores atuaram gratuitamente e até tiveram despesas com transporte, alimentação, vestimenta, etc.”

Aiê, sôdade da roça, da miringa de barro ionde eu bibia água friinha, da paçoquinha de pilão de pau, dos galin cantando quando o sol rachava mamona naquelas tarde infurnada…

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Bicycle, o filme

O documentário “Bicycle” dura 90 minutos e pergunta: o que é andar de bicicleta e por que a bicicleta está de volta à moda?

Dirigido pelo diretor Michael B. Clifford, vencedor do British Academy of Film and Television Arts (BAFTA – “Oscar britânico”), que também é ciclista entusiasta, o filme conta a história da bicicleta na terra que inventou a bicicleta moderna, seu nascimento, decadência e renascimento, desde sua origem vitoriana até hoje.


créditos: Coventry Transport Museum

O documentário combina design da bicicleta, esporte e transporte, por meio da releitura de algumas histórias emblemáticas e apresenta entrevistas com colaboradores notáveis: Sir Dave Brailsford (treinador da equipe de ciclismo Team Sky), Gary Fisher (um dos inventores do mountainbike), Chris Boardman (recordista mundial e ganhador da medalha de ouro nas Olimpíadas de Verão de 1992, categoria perseguição individual), Ned Boulting (jornalista esportivo), Sir Chris Hoy (ciclista, campeão escocês, mundial e olímpico, com seis medalhas de ouro), Tracy Moseley (várias vezes campeã britânica de mountaibike e downhill), Mike Burrows (designer e construtor de bicicletas) e muitos mais, além de grande coleção de imagens, animação e música.

“Bicycle” é uma reflexão bem-humorada, lírica e calorosa sobre a bicicleta em si, sobre andar de bicicleta e seu lugar na psique nacional britânica.

A equipe do filme inclui o premiado produtor de cinema Pip Piper, da Blue Hippo Media. Um recente documentário de Pip, “Last Shop Standing”, sobre as lojas de discos independentes do Reino Unido, contou com Paul Weller, Johnny Marr e Billy Bragg e recebeu aclamação da crítica e foi exibido em todo o mundo.

O consultor criativo é Rob Penn, escritor e fotógrafo, autor do famoso livro “It’s all about the bicycle” (ainda não traduzido para o português), que tem o sugestivo subtítulo “em busca da felicidade sobre duas rodas”, e pode ser comprado na Amazon:

Este livro virou documentário transmitido pela BBC. Em 2013, Rob Penn pedalou 1.200km pela Amazônia como parte de outro documentário.

O filme “Bicycle” está sendo apoiado pela Trek, Shimano, Bicycle Association, Birmingham Cycle Revolution e outros co-patrocinadores. 20% do orçamento foi conseguido por meio de crowdfunding.  Clique aqui para ver o cartaz do filme em tamanho (muito) grande. A première VIP foi em 1 de julho de 2014. O lançamento mundial para o público ocorreu na Harewood House, durante o Yorkshire Cycling Festival, em uma tela gigante ao ar livre alimentada por 12 bicicletas!

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O filme está sendo exibido em cinemas de todo o Reino Unido.

Mas, para nós, está disponível para pré-compra em DVD. Por apenas £9,99, cerca de 30 reais. Somente até 12 de setembro! Atenção na hora de comprar! Escolha a opção International DVD. O filme possui a opção de legendas em inglês. Compre o seu clicando aqui e ajude o cinema independente.

Alguns depoimentos:

“Num momento em que a bicicleta está de volta e na moda, é muito bom ver um filme sobre esta bela máquina” – Chris Boardman, medalha de ouro olímpico

“Lírico, carinhoso, lindo. Um hino de louvor a esta simples maravilha: a bicicleta “ – Ned Boulting, radialista e escritor

“A bicicleta tem sido fundamental na minha vida até o ponto em que agora tenho a minha própria marca de bicicletas. Estou animado para ver um documentário sobre a história da bicicleta e seu impacto na Grã-Bretanha.” – Sir Chris Hoy, 6x campeão olímpico (Hoy Bikes)

Estou com a página aberta pra fazer minha encomenda! 😀

Visite o saite oficial do documentário.

Este artigo foi escrito com base no release de divulgação. Vi primeiro no boletim mensal da Sustrans-UK.

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para salvar uma criança de bicicleta

Um ciclista anda calmamente por aí, aproveitando a vida.
De repente, é traiçoeiramente atacado.

Poderia ser qualquer bicicletista nas ruas, atacado por motoristas raivosos, ladrões esquivos e políticos populistas interesseiros.

Aconteceu nos Estados Unidos. Um garoto de 4 anos andava de bicicleta quando foi atacado. Mais inusitado ainda foi quem salvou o garoto!

Incrível o salto ninja, a “voadora” do bichano!!

Veja em português, na BBC Brasil. Procurando o video pra colocar aqui no blog, encontrei-o nesta reportagem do jornal inglês The Independent.

O dono disse que o cachorro não gosta de criança nem de bicicleta.
Este cão é a personificação dos motoristas que se acham donos das ruas e atacam por trás.
É mais ainda: símbolo e metáfora do que fizemos com nossas cidades. Daqui estou escutando aquele cachorro pensar: “Rua não é lugar de criança nem de bicicleta, grrrr!”

As ruas cheias entupidas de carros e veículos motorizados estão à espreita para atacar qualquer criança que ouse andar sozinha por elas. Pois então responda: você deixaria seu filho de 4 anos andar sozinho numa rua de qualquer cidade brasileira?

Confesse que você tem medo de sair de bicicleta e ser atacado por um “animal raivoso” qualquer que esteja escondido por aí.

A metáfora fica por aqui, pois de lugar nenhum virá um gato para nos defender.

O cão será sacrificado.

E nós??
O que fazer com os motoristas que matam e mutilam milhares de pedestres e ciclistas todo ano?
O que fazer com políticos que abocanham e rasgam e arrastam a bicicleta para seus próprios interesses?
O que faremos com nossas cidades, com nossas ruas, cadelas raivosas e violentas?

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Os ciclistas-que-nunca-morrem

Adoro voltar de bicicleta para casa à noite, todos os dias após o trabalho. A noite já indo para altas horas, temperatura agradável, calma, silêncio e solidão.

A lua em quarto crescente é uma janela semiaberta para quem quer ir a um mundo longínquo e etéreo. Nuvens passam como almas magras espiando cortinas. Logo após a chuva, vapores sobem das superfícies quentes.

Mas pedalar à noite acontecem coisas estranhas.

Uma vez senti cheiro de onça (escrevi aqui). Outra noite, em agosto, um grito estridente de garota escorreu de algum apartamento e pareceu mais alto do que as sirenes dos bombeiros e da ambulância, que entraram velozes na 209 sul, várias semanas antes. Um grupo de pessoas murmurava sobre alguém que teria tentado se matar, ou estava tentando. E por que a moça gritou daquele jeito medonho?

Os pedestres fazem caminhos que se cruzam sobre gramados e entrequadras. Costumo cortar atalhos por estas pisaduras. No pé de um amendoim-bravo, árvore velha, retorcida e com tronco rugoso, deparo-me algumas vezes com um prato de barro, farofa, vela vermelha, garrafas.

É raro encontrar alguém vivo. Carros passam velozes autômatos nas pistas. Nas calçadas ou na ciclovia às escuras, um ou outro pedestre caminha com passos tensos. Na boca de uma das passagens subterrâneas – completamente às escuras depois que o governo fez uma “revitalização” e tirou todas as lâmpadas – de dentro daquele túnel negro subiu um gemido rouco. Podia ser um fumador de crack (bandido não faz barulho, fica na tocaia) ou um dos vários mendigos que dormem nestas passagens do eixão, roncando. Quais sonhos naquele ambiente feio e fétido?

Vou sozinho. Mas há ciclistas que pedalam à noite, em grupo. Uns dizem que são amigos esquisitos e macabros que se encontram para um passeio noturno.

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Para os céticos, isto é apenas propaganda de uma loja de bicicleta de Paris.

Outros juram que são mesmo ciclistas-que-nunca-morrem, almas-penadas e empenadas.
Que, se você conseguir segui-los pela cidade, 13 minutos depois da meia-noite desaparecem bem diante dos seus olhos.

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Você pode até não acreditar em ciclistas-fantasmas. Mas que eles existem, existem.

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Ei, mãe, me leva pra andar de bicicleta!

Adultos gostam de falar sobre bicicleta. Fazem seminários, escrevem artigos no jornal, reúnem-se para estudos, aparecem na TV.

Crianças gostam de… andar de bicicleta!

Um dos melhores vídeos do ano mostra isto de forma simples, bonita.
Apenas com uma câmera no guidão e uma música muito boa, a banda holandesa Antony’s Putsch mostra o que nenhum seminário, congresso, comitê, artigo, livro ou tese vai conseguir mostrar algum dia.

O refrão da música diz:

Ei, mamãe, por favor pegue a bicicleta e vamos dar uma volta
e veja que sou o rei do mundo, o rei do mundo.

O vídeo tem uma montagem sensacional, em alguns momentos parece que as crianças estão cantando ou dançando ao ritmo da música.
Obviamente, não estão. Tudo aquilo é a alegria contagiante de andar de bicicleta e descobrir o mundo, sentir o sol e o vento. A música da vida fluindo.
E o final, então?
Tudo tão natural e espontâneo e bom!
Como andar de bicicleta.

[estou farto do bla-bla-blacicleta teórico dos adultos…]

 

Um feliz dia das crianças todo dia!

 

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a moda é bicicleta!

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Está acontecendo hoje, 26 de setembro, em Munique, o 3. Münchner Radl&Fashion Show, desfile de moda e bicicletas.

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O desfile faz parte da campanha para incentivar o uso da bicicleta. Munique tem cerca de 1,4 milhões de habitantes (poderia ficar entre as 10 mais populosas do Brasil) e 1.200 km de ciclovias (mais do que todas as cidades do Brasil juntas…). Em 2010, o ciclistas da cidade, somados, pedalaram 170 mil quilômetros. Mesmo com tudo isto, em 2010 a prefeitura da cidade lançou a campanha Radlhauptstadt, para fazer da cidade a “capital das bicicletas” da Alemanha.

Por enquanto outra cidade leva este título: Münster. De acordo com uma pesquisa da ADFC, considerando as cidades alemãs com mais de 200 mil habitantes, Munique está em 11º lugar, atrás de Freiburg, Karlsruhe, Kiel, Oberhausen, Hannover, Bremen, Rostock, Frankfurt e Leipzig.

[ADFC = Allgemeinen Deutschen Fahrrad-Club, algo como Federação Alemã dos Usuários de Bicicleta]

Mas a própria ADFC reconhece que Munique se destaca pelo empenho e pela campanha. E pela visão de futuro: fazer as pessoas andarem de bicicleta é muito mais uma questão de mudança de cultura do que construção de infraestrutura. Obviamente, construir ciclovias facilita a mudança cultural, ao oferecer modos de transpor barreiras pessoais, mas não é suficiente. É preciso que pessoas e governantes vejam a bicicleta com outros olhos.

Das Fahrrad ist mehr als ein bloßes Fortbewegungsmittel – es ist Ausdruck des individuellen Lebensstils vieler Münchnerinnen und Münchner.

A bicicleta é mais do que apenas um meio de transporte – é uma expressão do estilo de vida individual de muitas pessoas.

Radfahren steht für städtische, elegante Mobilität mit Zukunft und Stil.

Andar de bicicleta é uma opção de mobilidade urbana elegante, com futuro e estilo.

[As frases em alemão foram copiadas da página da prefeitura de Munique!]

O desfile acontece no Muffathalle, um misto de café, casa de shows e eventos. Veja como foi em 2012:

O evento foi aberto pelo vice-prefeito, que também chega pedalando no final do video. A passarela mostra criações de estudantes de moda, estilistas e designers de Munique. Uma bicicleta folheada a ouro, levada por uma loira vestindo todo dourado, fecha o desfile com chave de… ouro! 🙂

Promover a bicicleta é despertar desejo.

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