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O Muro de Berlim

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Quando o Muro de Berlim caiu, 25 anos atrás, eu estudava alemão no Goethe Institut e estavam aqui no Brasil a Birgitt e o Andreas, fazendo intercâmbio acadêmico. Ela e ele vieram passar um tempo para ensinar, valendo crédito pra os estudos.

Naqueles dias vivi a empolgação do mundo e, bem de perto, a euforia deles dois. Hoje, ainda lembro do jeito da Birgitt e do Andreas me convidando para fazer caminhada sobre a neve das montanhas da Baviera…

Se fosse em outros países do mundo, o Muro seria derrubado e, no lugar dele, construiriam apenas avenidas de pistas largas ou estacionamentos para carros.

Mas em Berlim eles construíram uma ciclovia de 160 km ao longo do antigo Muro, para que os locais fossem visitados com a calma necessária.

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Diante destes monumentos, e do que eles representam, é necessário um outro modo de ver que só a bicicleta – ou o andar a pé – permitem.

De bicicleta, é possível conhecer o Muro de outra forma. É possível vivenciar a cidade com os sentidos, olhos, ouvidos, nariz. As impressões são mais intensas. De bicicleta é possível captar muito melhor todas as informações. Precisamos de mais tempo para o trajeto, mas com isto as emoções são mais intensas.

Günther Schluche  – Coordenador de Planejamento da Fundação Muro de Berlim

Inaugurada em 2006, a ciclovia acompanha a faixa de vegetação que foi preservada no entorno do Muro. A ciclovia passa também pela East Side Gallery, a maior galeria de arte a céu aberto no mundo.

Clique nas imagens a seguir e assista dois vídeos produzidos pela DeutscheWelle Brasil sobre o Muro de Berlim e bicicletas:

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A parte de mim que decidiu ser alemão por opção está muito mais feliz agora do que naqueles dias de festa ao lado da Birgitt e do Andreas.

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Bicicletas de bambu, madeira, papelão e sucata

Para sua série Futurando!, a DeutscheWelle fez um especial esta semana sobre bicicletas construídas com materiais inusitados.

Clique na imagem abaixo, que mostra bicicletas feitas de madeira de carvalho, para acessar a página. Depois, clique no vídeo  embutido e assista, 5 minutos.

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Fiquei admirado ao saber que, dependendo da espessura das paredes do bambu, a bicicleta fica mais ou menos macia. Incrível!!

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A Alemanha está lá (e eu, aqui…)

Com a chegada da primavera na Europa, as bicicletas começam a voltar para as ruas com mais intensidade.
Nesta semana, a DeutscheWelle mostrou em sua página principal uma galeria de fotos sobre “Os alemães e suas bicicletas”, destacando pessoas, bicicletas e acessórios curiosos.
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Ao todo são 14 fotos, disponíveis na mediateca. Para vê-las,  clique aqui.

O texto das legendas, de Silke Wünsch , ainda destaca:

Quase todos os alemães têm uma bicicleta. No total são quase 70 milhões de bicicletas em todo o país. Sem contar as velhas esquecidas em quintais e porões. Os modelos são os mais diversos possíveis: as holandesas clássicas, as urbanas modernas ou mountain bikes de alta tecnologia. Agora que a primavera europeia chegou, todo mundo quer sair em duas rodas.

A e-bike é uma bicicleta que funciona com a ajuda de um motor. O sistema Pedelec (pedal de ciclo elétrico, em tradução livre) usa um motor que aumenta a força colocada no sistema de pedais. Essas bicicletas estão se tornando cada vez mais populares na Alemanha. No entanto, elas são bem caras. Uma Pedelec nova pode sair pelo preço de um carro usado.

Geralmente taxas extras são cobradas para transportar bicicletas [em ônibus ou trem], mas não para as bicicletas dobráveis, que fechadas ficam tão pequenas como uma mala.

Um passeio intenso de bicicleta pode ser uma experiência extraordinária. Você pode sentir a natureza, o vento e todo o seu corpo. Nas férias, muitos alemães gostam de fazer passeios de bicicletas que duram diversos dias, de preferência com mountain bikes. Com pneus mais largos e cardados, quadros pequenos e resistentes e pelo menos 21 marchas são alguns dos diferenciais do modelo.

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A galeria termina com esta foto:

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Capacete obrigatório? Falta de segurança? Mais ciclovias? Por alguns momentos, pensei estar lendo reportagem do Brasil. (hum!! sobre a face do planeta, somos todos seres humanos e nunca estamos satisfeitos…).

Realmente, o trânsito da Alemanha é muito perigoso para ciclistas – se comparado com Holanda e Dinamarca.  Vai comparar com o Brasil, vai…
E mais: somente numa única cidade, Munique, são 1.200 km de rede cicloviária, mais de que todo o Brasil junto!!
Na Alemanha inteira são mais de 70.000 kms de rotas para bicicletas.
E os modelos de bicicleta à venda?? Aqui não acho um único modelo para uso urbano adequado para minha altura.
E ainda,  em Berlim, a maior loja de bicicleta do mundo.

Ah, como eu queria morar na Alemanha!!

😦