Londres de bicicleta

bem criativo este desenho que achei aqui.

Se você quer seguir um ótimo blog sobre a vida em Londres, de bicicleta, visite London Cyclist. O Andreas fala de tudo um pouco, com fino senso de humor.

O blog tem a parte comercial, para venda de roupas e acessórios. Acho justo. (mas pode ser que você não goste). Eu gosto, pois mais do que vender, o Andreas mostra novidades e faz comparativos. O último post comparando trancas me fez lembrar minha bicicleta roubada…

Outro blog que merece visita é ibikelondon. Lá encontrei este infográfico feito pelo Dave Walker:

que sintetiza o relatório Get Britain Cycling (se não leu, leia o post anterior) e serve de modelo, be-a-bá de política cicloviária séria, para qualquer país – ou cidade.

No mesmo blog, este vídeo da BBC faz uma comparação entre Londres e Haia, Holanda:

[se a língua é barreira, assista para ver as imagens, um incrível estacionamento de bicicletas, o contador automático, belas paisagens, entrar no ferry pedalando!]

[curioso… em Copenhague a reporter não usou capacete, mas usou em Londres! O perigo é andar de bicicleta ou são os carros??]

Emocionante é ouvir a reporter perguntar para a mãe que perdeu a filha ciclista, atropelada por um caminhão: “você encoraja mais pessoas a andarem de bicicleta, mesmo depois de sua…” Ela nem deixa terminar a pergunta e diz:  “sim, certamente, certamente, é o único caminho. Há tantos argumentos em favor das bicicletas. Precisamos pensar radicalmente no modo como lidamos com a realidade.”

Não é uma questão de dificuldades ou facilidades. É uma questão de escolher e priorizar o que se quer.  Vale para o governo, mas sobretudo vale para para cada um de nós.

Não é uma questão de medo, não é uma questão de direito. É uma questão de desejo.

[.]

4 comentários sobre “Londres de bicicleta

  1. “o relatório Get Britain Cycling (se não leu, leia o post anterior) e serve de modelo, be-a-bá de política cicloviária séria, para qualquer país – ou cidade.”

    É verdade, inclusive lá está bem claro que vias SEGREGADAS para ciclistas são a forma IDEAL, e que ciclofaixas na pista dos automóveis (on-road) são importantes onde rotas segregadas NÃO são adequadas/possíveis. O relatório ainda conclui que ciclofaixas nas pistas de automóveis no passado não foram feitas de forma adequada, sendo apenas gestos simbólicos para mostrar uma falsa política, terminando abruptamente ou sendo muito estreitas. Copio essa parte do relatório abaixo, com frisos em caixa alta meus:

    “Purpose-designed exclusive rights of way, SEGREGATED from other
    traffic, are IDEAL, especially as part of a network of cycle paths and
    lanes, making use of verges, parallel rights of way, disused railways,
    bridle paths and similar. Continuity of funding would enable better
    and more cost effective planning of connected SEGREGATED routes.
    Designated on-road lanes play an important role where segregation is not
    appropriate, and may require reallocation of road space. They need to be
    substantial – too often in the past they have been token gestures, ending
    abruptly at junctions, weaving across pavements, or just too narrow.”

    O que deduzo disso é que nosso governo do DF fez o certo, sem falso gesto de boa vontade, de acordo com o modelo de política cicloviária séria pregado no documento: ciclovias segregadas em todo o Plano Piloto.
    Não sou fã desse governo, mas agradeço todo dia que trafego por essa ciclovia, e é notável o aumento de ciclistas as utilizando. Principalmente nas 400s, onde as interrupções são poucas, apenas uma a cada 2 quadras, é possível cruzar uma asa inteira muito rapidamente. Ainda estão em (lenta) construção, mas espero que fiquem todas prontas logo.

    1. Mas antes da ciclovia, tinha aquela calçadona, que pouco pedestre usa. Qual o mérito da ciclovia? Na Asa Sul, ainda transformaram a calçada toda em ciclovia. Para onde vai o pedestre? Alguém me perguntou: e agora, onde ando com minha filha, se o espaço para pedestre foi convertido em espaço para bicicleta?
      Não fez o certo, não. Poderia ter feito calçadas compartilhadas. E quando o fluxo de bicicletas virasse hábito, sim, pensaria em outra solução mais adequada.

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