Arquivo da categoria: curiosidades pedalantes

Bicicleta com rodas de gelo

Colin Furze é o típico inventor maluco. Britânico, de Stamford, ele cria várias engenhocas e coloca os vídeos no seu canal no Youtube.
Já converteu uma scooter num lança-chamas e criou as garras do Wolverine com um sistema pneumático. O vídeo mostrando isto já teve mais de 6 milhões de visualizações. Fez sapatos magnéticos e caminhou no teto. E ganhou o recorde mundial ao fazer um carrinho de beber andar a mais de 100km/h.
Claro, ele já foi preso pela polícia, já foi envolvido por uma explosão de chamas e outras coisas loucas nos seus vídeos muito loucos.

Uma de suas últimas invenções foi uma bicicleta com rodas de gelo. Veja os vídeos.
No primeiro, ele fez testes e constrói a bicicleta.
No segundo, sai para pedalar por aí.

Deve ser muito divertido dar rodopios numa pista de gelo numa bicicleta com rodas de gelo!

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Alemanha tetracampeã!!

Acabou!!!! a CopaFIFA acabou!! Estou aliviado como quem sai do proctologista.
Com um sentimento de liberdade, escapando da gaiola de gritos e bandeiras.

Ontem, passeando no Facebook, vi alguém postando os “motivos para torcer para a Alemanha”. Achei aquilo curioso, pois torço para a Alemanha desde 1966 – nas copas anteriores eu não havia nascido :-P.

Não que eu assista jogos ou participe de bolões ou acompanhe notícias de futebol. Para mim, basta saber o resultado final. Quanto maior o placar, melhor.

Mas os “motivos para torcer para a Alemanha” chamaram minha atenção. E foi ontem que fiquei sabendo que os alemães ganharam também o título de time mais simpático (campeões!), conquistando os moradores da vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, Bahia.

Soube também que a seleção alemão trouxe bicicletas para usar no treino físico, como já faziam na Europa. A distância entre o local de treino e o hotel era pouca e os jogadores quiseram usar a bicicleta como meio de transporte (bicampeões!!), mas foram proibidos pela polícia, por questões de segurança.

[…Proibir andar de bicicleta por questões de segurança? Por que eu lembrei imediatamente das políticas cicloviárias brasileiras, da imprensa, das propagandas e dos cicloativistas que “defendem” a bicicleta com argumentos de “segurança”?? Resultado: cada vez menos bicicletas nas ruas, como pude comprovar em Montes Claros e Taiobeiras, cidades do interior de Minas – onde fui passar uns dias de férias para presenciar a sombra da morte sobre minha família – cidades que tinham muita bicicleta nas ruas e, a cada ano, este número reduz drasticamente…]

Não quero descer a esse inferno.

Voltemos: a seleção alemã usa a bicicleta como parte do treino físico (tricampeões!!). Como mostra esta notícia, a foto que abre este post e esta:


Mais uma lição que fica para times cheios de “talentos” e empafia.

Aquelas bicicletas trazidas pela seleção alemã foram doadas para uma escola de Santo André. TETRACAMPEÕES!!!

Foto de Ricardo Palmeira - Ag. A Tarde

Segundo notícia desta página, a escola pretende leiloar as bicicletas para angariar verbas. [Será que o leilão vai acontecer via internet, pra eu poder participar??]
Somando isto às doações para os índios, às outras doações para creche e escola: TETRACAMPEÕES!!!
Embora o futebol não tenha tanta importância pra mim, não é uma religião, nem uma boia-salva-país, como é bom estar do lado do time certo, quando tudo dá certo, por merecimento, compromisso, planejamento e espírito coletivo.

Weltmeister!!!


Ficou apenas uma mancha: o local onde a seleção alemão ficou hospedada foi construído numa área de proteção ambiental. Gol contra!

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Bicicletas na Grande Guerra, 1914

Há 100 anos começava aquela que nós conhecemos como 1ª Guerra Mundial. Os europeus chamam-na de “A Grande Guerra”.  Ela definiu a geopolítica atual, destruiu impérios e foi marcada pelo uso de armas de destruição em massa. Uma guerra industrializada entre as potências industriais.

Foram adotadas novas formas de combate, com avassalador poder da artilharia, com canhões, metralhadoras, bombas de gás. As tecnologias que estavam despontando no início do século foram adotadas, como os dirigíveis, que bombardearam Londres em 1915.

As bicicletas também foram usadas.

Fotos nunca antes divulgadas estão sendo mostradas. Como esta abaixo, que mostra soldados ciclistas franceses, no front de Champagne. A foto foi tirada em 22 de setembro de 1915.

Veja aqui mais fotos impressionantes, deste conflito impressionante.

Torço e ajo para que a bicicleta nunca mais seja usada como arma de guerra, urbana ou não.

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Dia “D” das bicicletas

Há exatos 70 anos, em 6 de junho de 1944, as tropas dos aliados desembarcaram na Normandia. O dia marcou o início do fim da 2ª Guerra. Parte das operações Overlord e Netuno, o dia exato do desembarque ficou famosamente conhecido como “Dia D”.

Ao longo de 80 km do litoral da França banhado pelo Canal da Mancha, infantaria e divisões blindadas chegaram às praias. Antes deles, um assalto aéreo despejou paraquedistas em pontos estratégicos e para missões de sabotagem.
Entre aviões, navios, tanques e tropas, estavam bicicletas. Fotos da época mostram barcos cheios de bicicleta, soldados levando bicicletas para a praia e paraquedistas com bicicletas dobráveis.

tropas fazem inspeção de kits dias antes do Dia D
soldados caminham para os navios
tropas canadenses um dia antes do Dia D
canadenses cruzando o Canal da Mancha
desembarcando em Juno Beach
desembarque visto de outro ângulo

já em terra, soldados do 2º Batalhão East Yorkshire
soldados do 50ª Divisão britânica observam uma casamata alemã que abrigava um canhão anti-tanque 50mm

Os soldados usavam a bicicleta BSA Airbone, também conhecida como parabike.
Consulte esta página (em inglês) para saber tudo sobre as bicicletas BSA.

As fotos das tropas canadenses (de cima para baixo, terceira a sexta) são do Library and Archives Canada, tiradas pelo Tenente Gilbert Milne,  fotógrafo da Royal Canadian Navy e mostram a Highland Light Infantry e a os West Nova Scotia Highlanders. Podem ser vistas na página Toronto Remembers D-Day, June 6, 1944, com mais outras imagens.
A sétima foto foi copiada da página Maple Leaf Up.
As demais estão em BSA Historic.

Nenhuma guerra é justificável. Mas as bicicletas sempre cumprem seu papel de veículo rápido, silencioso e eficiente. Por isto, não poderiam faltar nesta que foi uma das maiores e mais importantes operações militares da história.

Na luta contra inimigos astutos e poderosos, leve uma bicicleta!

Bicicletas públicas em Brasília

Nem tudo que a imprensa diz é verdade, então fui conferir com meus próprios olhos.
Bicicletas públicas e Congresso Nacional

Este foi o primeiro fim de semana após inaugurado o sistema e a cidade estava uma festa.

Bicicletas Itaú e Torre de TV em Brasília

Bicicleta pública passa em frente à Catedral - Brasília - DF

Em todas as estações paravam curiosos e interessados.
Nas estações da Esplanada as bicicletas não foram suficientes. Vi pessoas descendo do carro no meio da pista e correndo até a estação para garantir as últimas bicicletas restantes na estação do Ministério da Defesa. Na estação próxima ao Palácio da Justiça havia fila, pessoas disputavam as bicicletas.
bicicleta pública - Congresso Nacional - Brasília

Perto do Memorial JK, turistas de fora da cidade pararam, comentaram, tiraram fotos.

bicicleta pública Estação Memorial JK - BSB

bicicleta pública Estação Memorial JK - BSB

Na estação Praça do Buriti, finalmente a primeira ousadia no “programa cicloviário” do DF: tomaram 5 vagas de automóveis!!!

bicicleta pública Brasília - Praça do Buriti bicicleta pública Brasília - Praça do Buriti; ao fundo Câmara Legislativa

A estação Rodoviária deve ficar bem concorrida durante a semana.

bicicleta pública Brasília - Rodoviária

Teve até quem usou a “laranjinha” para aprender a andar de bicicleta!

bicicleta pública serve pra muita coisa!

Agora é possível ir pedalando toda a extensão do Eixo Monumental, do Memorial JK ao Congresso Nacional.

bicicletas públicas passam em frente ao Congresso Nacional

Espero que seja um sucesso durante a semana e que a cidade fique cada vez mais cheia de bicicletas de todas as cores e tipos.

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Página oficial das bicicletas públicas em Brasília

duelo de ciclistas “fora da lei”

Ciclovia não! ciclovia sim!

Capacete não! capacete sim!

Estas disputas nunca vão acabar. Porque refletem percepções diferentes da realidade E porque a realidade é mesmo diferente. É um erro enorme fazer uma escolha unilateral e disto fazer uma política, um dogma – que pode ocultar, por exemplo, a vontade de excluir o diferente. É humano em cada pessoa achar que  o seu lado está certo.

Que tal resolver na porrada?

Brincadeira!!!!

Julie Glassberg, fotógrafo nascido em Paris, baseado em Nova York, foi um dos vencedores do Concurso Internacional de Fotografia de Tóquio. Seu projeto vencedor, ‘Bike Kill’, documenta a ascensão da cultura da bicicleta de quadro alto.

Julie_Glassberg_Photography_BikeKill_22

O Black Label Bike Club é conhecido como o primeiro “grupo de bicicletas fora da lei”. Foi criado em 1992, em Minneapolis, EUA, por Jacob Houle e Per Hanson.

Julie_Glassberg_Photography_BikeKill_24

Além de divulgar as bicicletas modificadas, o clube organiza duelos, lutas, ao estilo dos torneios medievais, conhecidos como justa (em inglês: jousting), jogados por dois cavaleiros com armaduras e armas (lança, machado ou espada).

Organiza também eventos sempre politicamente incorretos, e quase sempre violentos.

As fotos a seguir foram tiradas do portfolio de Julie Glassberg. Veja a galeria toda aqui.

Julie_Glassberg_Photography_BikeKill_08

Julie_Glassberg_Photography_BikeKill_17

Julie_Glassberg_Photography_BikeKill_16

Se pensam que você é “louco”, “barra pesada”, “fora da lei” apenas porque usa a bicicleta no trânsito da cidade, no meio dos carros, ou se você pensa que é, está na hora de rever os conceitos!!
O video abaixo, sobre o Black Label Bike Club, vai ajudar!

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Bicicletas táxi

A DeutscheWelle produz matérias em várias línguas, inclusive português brasileiro e português para a África.

Gosto de acompanhar nossos irmãos africanos, pois temos mais de África que de Europa. [a imprensa brasileira nem dá bola pra isto…].
Estamos mais para as ruas enlameadas e esburacadas de Quelimane, do que para as ciclovias lindas, limpas e iluminadas de Copenhague ou Berlim. [os cicloativistas brasileiros nem dão bola para isto…]

Um tempo atrás a DW publicou uma galeria de fotos sobre as bicicletas táxi em Moçambique (país da comunidade lusófona). Copiei duas fotos aqui, mas não deixem de clicar no linque acima ou nas imagens e ver todas.

As bicicletas táxi asseguram uma boa parte dos transportes públicos na cidade moçambicana de Quelimane. As estradas locais são tão más que os táxis convencionais têm problemas em circular. Além disso, para muitas pessoas de estrato social mais baixo, as bicicletas táxi são uma das poucas maneiras de obter rendimentos.

O serviço é difícil por causa da concorrência.
As bicicletas táxi tem um assento estofado na garupa.

Mama Africa!!

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Sonnette pour vèlo

Por falar em viagens, tenho que mostrar aqui uma campainha de bicicleta que minha irmã trouxe da França para mim.

campainha de bicicleta

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O texto na página da Pylones fala em “impor presença na selva urbana e prevenir os perigos e ainda usar a campainha se estiver atrasado”. Felizmente não preciso usar campainha para isto. Toco de vez em quando, para avisar pedestres distraídos à noite, nos caminhos ermos do Plano Piloto. Não uso esta francesa, mas uma campainha nacional – bem fraquinha aliás, já está funcionando mal-e-mal, às vezes trava, outras vezes fica rouca…

O slogan da Pylones diz que eles transformam objetos do dia-a-dia em presentes. Por isto, confesso que fiquei com dó de colocar a campainha francesa sobre o guidão da bicicleta!! Está aqui na bancada da minha biblioteca

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ao lado do computador, sorrindo para mim todo dia!

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Onde fica…?

Cena de estrada em 1842 - andarilho pergunta o caminho

Andar de bicicleta é uma experiência fascinante e enriquecedora. Nenhum dia é igual ao outro.
Primeiro porque posso eu mesmo fazer o meu caminho. Vou pela W1, ou pelo Parque. Um dia passo no sapateiro, outro dia jogo água nas minhas mudas de árvores.
Segundo, porque estou à mercê do clima. Chove, dia claro, ventania, neblina fria, sol escaldante, tarde abafada. Nada de ar condicionado em gaiolas de vidro, mas o mundo como ele é 🙂 .
[a propósito, semana passada não publiquei meu post semanal porque a seca de Brasília me pegou pra valer…]
Um terceiro motivo são as pessoas que encontro pelo caminho. Os pedestres e outros ciclistas, obviamente, porque os motoristas, que passam trancafiados em seu mundinho, são pessoas ou são autômatos, metade gente metade máquina?

E acontece uma coisa bem inusitada quando ando de bicicleta pela cidade e encontro gente. É bem comum me pararem para perguntar: onde fica…?

Onde fica a loja tal, que quadra é esta, como faço para chegar no Setor de Hotéis?

A última pergunta quem me fez foi um motorista, placa de BH. Sim, às vezes motoristas saem da sua carapuça de aço 😐

Já perdi a conta de quantas vezes mostrei caminhos para pedestres e motoristas. Mesmo motorista daqui de Brasília. Quer dizer, a placa do carro é do DF, mas claramente vêm de outra região e desconhece o Plano Piloto.

Fico curioso para saber por que acontece isto. Quem anda de bicicleta conhece melhor a cidade? Ou simplesmente porque estou ali, acessível, sem vidro ou aço para me isolar do mundo e dos outros olhares, perdidos?

O Sérgio me disse que acontece com ele também. O Mikael, do blogue Copenhagenize, diz neste post que acontece, muitas, muitas vezes com ele lá em Copenhague e em outras cidades, inclusive outros países.

E com você, que pedala por aí, alguém já lhe parou para pedir informação?

Foto de Patrick Finn

Deixe seu depoimento nos comentários.

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Lucy procura um tesouro, de bicicleta

Passei duas semanas de férias. Comprei um livro raro em Montes Claros – depois mostro; me decepcionei com a cidade – depois digo; e tirei fotos legais de bicicleta pelo interior do Norte de Minas.

Entre quase duas centenas de emails na minha caixa postal, achei uma notícia incrível no boletim da Sustrans-UK.

Agora, pelo Google Maps da Grã-Bretanha (http://maps.google.co.uk), é possível planejar rotas urbanas e até viagens de bicicleta.
É só escolher o ponto de partida e o destino e clicar no ícone da bicicleta! Podem ser ruas numa cidade, ou um roteiro de cicloturismo.
Na imagem copiada da tela, apontei uma seta.

Mas isto não é o melhor. Aliás, este aplicativo já havia sido lançado nos EUA e foi lançado agora  também para toda a Europa.
O melhor é o vídeo que a Sustrans fez para divulgar este trabalho conjunto entre ela, Sustrans, e o Google.

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Genial. Romântico. Criativo. Belo.

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